Segundo o Serviço Geológico do Brasil, a cota máxima deve ser atingida no mês de junho e pode variar entre 28,7 e 30,10 metros.
Em Manaus, o Rio Negro deve atingir 29,4 metros durante a cheia de 2022, mas tem poucas chances de alcançar a marca histórica do ano passado, em que a cota registrada foi de 30,02 metros. A previsão é do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que emitiu o primeiro alerta de cheias nesta quinta-feira (31).
De acordo com os pesquisadores, hoje o nível do Rio Negro está acima do normal, com 27,16 centímetros. Segundo o CPRM, a cota máxima deve ser atingida no mês de junho e pode variar entre 28,7 e 30,10 metros. A probabilidade da previsão é de 80% de confiança.
"A gente espera sim que esse ano tenha uma grande probabilidade de ter um evento extremo, com a recorrência de 15%, mas a probabilidade de superar o nível do Rio que a gente observou no ano passado é bem baixa", disse a pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil e responsável pelo sistema de alerta, Luna Gripp.
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O serviço de monitoramento do CPRM na Amazônia acontece desde 1989 e é o mais antigo do Brasil.As principais áreas monitoradas abrangem os municípios de Manaus, Itacoatiara e Manacapuru.
Segundo o CPRM, neste ano serão emitidos três alertas: o primeiro nesta quinta, o segundo no dia 30 de abril e o terceiro no dia 31 de maio. Se houver necessidade, o órgão realizará mais um anúncio em junho.

O encontro virtual desta quinta (31), contou com também com a participação de representantes da Defesa Civil estadual e municipal, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam) e Agência Nacional de Águas.
Todas as informações sobre os sistema de alerta de cada bacia hidrográfica estão disponíveis no site do CPRM. Os boletins são emitidos semanalmente.
Veja as maiores cheias do Rio Negro :
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Fotos: Reprodução
2021 - 30,02 m
2012 - 29,97 m
2009 - 29,77 m
1953 - 29,69 m
2015 - 29,66 m
1976 - 29,61 m
2014 - 29,50 m
1989 - 29,42 m
2019 - 29,42 m
1922 - 29,35 m
2013 - 29,33 m
Chuvas na Amazônia
Os pesquisadores citaram a influência do fenômeno La Niña no comportamento das chuvas na Amazônia, favorecendo o aumento das precipitações na região. Foi levada em conta também a comparação com a cota do Rio Negro no ano passado, que foi a maior dos últimos 100 anos.
Em relação às chuvas, o pesquisador Ricardo Dallarosa, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), disse que nos próximos três meses a influencia do La Niña permanecerá na região.
"A probabilidade de permanecer o fenômeno que estamos acompanhando é de 64%. Vamos ter anomalias positivas de precipitação na região", citou Ricardo
Municípios em atenção
A Defesa Civil do Amazonas também falou sobre o planejamento de ações para este ano. O órgão também divulgou a lista de municípios em situação de atenção. Ao todo são 23 localidades.
Fonte: Portal G1
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