04 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 05/06/2025

Niède Guidon: Conheça a trajetória da arqueóloga que redefiniu a história das Américas

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Foto: Reprodução/Google

Sua trajetória foi marcada por descobertas que desafiaram paradigmas sobre a ocupação humana nas Américas e por uma incansável dedicação à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro.

A renomada arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon faleceu na quarta-feira, 4 de junho de 2025, aos 92 anos, em São Raimundo Nonato, Piauí.

 

Sua trajetória foi marcada por descobertas que desafiaram paradigmas sobre a ocupação humana nas Américas e por uma incansável dedicação à preservação do patrimônio arqueológico brasileiro.

 

Formação e Início da Carreira

 

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Nascida em Jaú, interior de São Paulo, em 1933, Niède formou-se em História Natural pela Universidade de São Paulo (USP) em 1959. Posteriormente, especializou-se em Arqueologia Pré-histórica na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, onde obteve seu doutorado em 1975 com a tese “Les peintures rupestres de Varzea Grande, Piauí, Brésil”.

 


Descobertas na Serra da Capivara

 

 

Em 1973, Niède iniciou pesquisas na região da Serra da Capivara, no Piauí, onde liderou escavações que revelaram vestígios de presença humana datados de até 60 mil anos, com algumas evidências sugerindo ocupação há cerca de 100 mil anos. Essas descobertas desafiaram a teoria predominante da chegada do homem às Américas pelo Estreito de Bering há aproximadamente 12 mil anos.

 

O sítio arqueológico mais emblemático é a Toca do Boqueirão da Pedra Furada, que abriga mais de 1.150 pinturas rupestres e artefatos que indicam a presença humana milenar.

 

Criação do Parque Nacional da Serra da Capivara

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Graças aos esforços de Niède, o Parque Nacional da Serra da Capivara foi criado em 1979, abrangendo uma área de 130 mil hectares com mais de 1.300 sítios arqueológicos, sendo mais de 200 abertos à visitação. Em 1991, o parque foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

 

Para garantir a preservação e pesquisa contínua da região, Niède fundou em 1986 a Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM). A instituição promoveu ações de educação ambiental, capacitação profissional e desenvolvimento sustentável para as comunidades locais. Ao longo de sua carreira, Niède recebeu diversas honrarias, incluindo a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico e o Prêmio Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia em 2024.

 
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Seu trabalho não apenas revolucionou a compreensão da pré-história americana, mas também transformou a Serra da Capivara em um símbolo de preservação cultural e ambiental. Niède Guidon deixa um legado inestimável para a ciência e para o Brasil.

 

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