As assets, que são a maioria das instituições participantes da pesquisa, contam com 31,9% de mulheres.
Apesar de representarem 51,5% da população brasileira, as mulheres ocupam apenas 35,4% das vagas em empresas do mercado financeiro, segundo levantamento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgado nesta terça-feira, 2.As assets, que são a maioria das instituições participantes da pesquisa, contam com 31,9% de mulheres.
A maior porcentagem feminina foi registrada na categoria “outros segmentos” (52,6%), que reúne instituições fora das outras classificações. Em seguida, aparecem os bancos (43,4%), e, depois, as corretoras e distribuidoras (40,9%.). As mulheres são minoria em todos os níveis hierárquicos, porém correspondem a uma parcela ainda menor nas posições de CEO: apenas 5,4%. Sua maior participação foi registrada no nível de gerência: 42,9%.
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Os dados apontam que não são apenas as mulheres que estão subrepresentadas no mercado de capitais. Apesar de 55,5% da população do país ser negra (10,2% de pretos e 45,3% de pardos), o grupo ocupa apenas 15,5% dos cargos do mercado financeiro.A pesquisa não traz um levantamento sobre outros grupos frequentemente apontados como vítimas de preconceito nas contratações, como a população LGBTQIA+ e pessoas com mais de 50 anos.
Os dados apontam que estes grupos, no entanto, têm sido inseridos em políticas de contratação com público-alvo para ampliar a diversidade. Também mostram que as políticas de contratação focadas em aumentar a diversidade diminuíram entre 2022 e 2025. Os dados aparecem na segunda edição da pesquisa Diversidade e Inclusão no Mercado de Capitais da Anbima. A primeira, feita em 2022, focou na percepção das empresas sobre a pauta de D&I e em como elas adotavam ações práticas para ampliar a equidade nos seus quadros de funcionários.

Fotos: Reprodução/Google
Na avaliação do superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, Marcelo Billi, o fato de as empresas conseguirem responder um censo de diversidade demonstra um avanço. Ter tantas instituições com essas informações estruturadas e dispostas a dar transparência sobre os números mostra que o mercado está engajado na pauta”, diz.
No total, 154 instituições associadas responderam à pesquisa, sendo 73% assets, 17% de corretoras e distribuidoras, 8% de bancos e 2% na classificação de “outras”.
Fonte: com informações Revista IstoÉ
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