29 de Abril de 2026

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Mulher na Política - 27/02/2026

Mulheres, Poder e Paridade: quando a democracia ainda exclui metade da sociedade

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Foto: Reprodução/Google

Promover mulheres nos espaços de poder não é concessão ? é correção histórica.

“Mulheres, Poder e Paridade”, vídeo gravado pela deputada estadual da Bahia Olívia Santana — primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado — propõe uma reflexão profunda sobre a exclusão histórica das mulheres dos espaços de poder e decisão. Reconhecida por sua trajetória de luta pelos direitos das mulheres, pela igualdade racial e pela justiça social, a parlamentar defende a paridade de gênero como princípio democrático.

 

Gravado como instrumento político-pedagógico de conscientização, denúncia e mobilização. Mais do que uma fala institucional, o conteúdo constrói uma análise crítica das estruturas culturais, filosóficas, políticas e legais que sustentam a desigualdade de gênero no Brasil e no mundo.
Ao longo do vídeo, a parlamentar articula pensamento filosófico, referências históricas, instrumentos legais e realidade política, demonstrando que a ausência de mulheres nos espaços de decisão não é casual, mas fruto de um sistema estruturado para manter privilégios masculinos e limitar o acesso feminino ao poder.

 

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A raiz simbólica da desigualdade: cultura, filosofia e construção social

 

 

 

O discurso parte de uma base simbólica profunda: a forma como a mulher foi historicamente representada e construída socialmente. A deputada cita Franz Kafka, lembrando como a literatura contribuiu para reforçar imagens femininas associadas à submissão, à culpa, ao silêncio e à fragilidade, naturalizando a desigualdade como se fosse algo inerente à condição feminina.

 

Também é mencionado o filósofo Aristóteles, cuja visão filosófica classificava a mulher como um ser incompleto, inferior por natureza, destinado à subordinação ao homem. Essas ideias, embora antigas, moldaram séculos de pensamento político, jurídico e social, influenciando diretamente as estruturas de poder que ainda persistem nas instituições contemporâneas. O vídeo evidencia que a desigualdade de gênero não nasce na política moderna: ela é herança direta de uma tradição patriarcal profundamente enraizada na cultura, na filosofia e na organização social.

 

Desigualdade nos espaços de poder

 

 

 

Mesmo sendo maioria da população, as mulheres continuam minoria em cargos de liderança política, executiva e institucional. O vídeo demonstra que essa desigualdade não se explica por falta de competência, mérito ou interesse, mas por barreiras estruturais, como:

 

• desigualdade econômica,
• divisão sexual do trabalho,
• sobrecarga do cuidado,
• violência política de gênero,
• exclusão partidária,
• ausência de financiamento eleitoral equitativo,
• cultura política machista,
• silenciamento institucional.

 

O poder, historicamente, foi organizado para ser masculino — e essa organização segue operando, reproduzindo exclusões e desigualdades.

 

Paridade de gênero como princípio democrático

 

 


A fala da deputada Olívia Santana afirma que paridade não é favor, concessão ou privilégio: é um princípio democrático. Paridade significa igualdade real de participação, e não apenas presença simbólica ou representação decorativa. Nesse contexto, a deputada cita a PEC 125/11, que propõe mecanismos de paridade de gênero na política brasileira como instrumento de correção histórica da desigualdade de representação. A proposta simboliza a tentativa de reequilibrar o sistema político, tornando-o mais plural, justo e democrático.

 

A paridade é apresentada como

 

 


• instrumento de justiça social;
• base da democracia real;
• condição para políticas públicas inclusivas;
• estratégia de transformação estrutural do Estado.

 

Representação feminina transforma políticas públicas

 

 

 

No vídeo a deputada também destaca que a presença de mulheres nos espaços de decisão não é apenas simbólica — ela gera impactos concretos nas políticas públicas. Quando mulheres ocupam o poder, temas historicamente negligenciados ganham centralidade, como:

 

• políticas de cuidado,
• combate à violência de gênero,
• saúde da mulher,
• educação,
• cultura,
• proteção social,
• direitos humanos.

Nesse contexto, é citada a Lei Aldir Blanc, como exemplo de política pública que reconhece a importância da cultura como direito social e setor estratégico, especialmente em territórios onde mulheres são maioria na produção cultural, mas historicamente invisibilizadas nas decisões institucionais. A mensagem é clara: representatividade muda prioridades, agendas e políticas.

 

Democracia sem mulheres não é democracia

 

 


A reflexão da deputada estadual Olívia Santana é direta: não existe democracia verdadeira quando metade da sociedade está fora das decisões. A exclusão das mulheres dos espaços de poder não é apenas uma injustiça social — é um déficit democrático estrutural.


Paridade não é pauta identitária isolada. É projeto de país.
É disputa de poder.
É reconfiguração institucional.
É justiça histórica.
É reconstrução da democracia.
Posicionamento do Portal Mulher Amazônica
Para o Portal Mulher Amazônica, o debate apresentado no vídeo pela deputada estadual Olívia Santana reafirma uma verdade incontornável: a desigualdade de gênero não é um problema individual — é um problema estrutural e sistêmico.
O portal defende que enquanto mulheres forem minoria nos espaços de decisão, as políticas públicas continuarão refletindo prioridades distantes da realidade da maioria da população. Paridade não é símbolo — é condição mínima de justiça democrática.
O Portal Mulher Amazônica reforça que:
• democracia sem mulheres não é democracia;
• representatividade sem poder real é maquiagem institucional;
• igualdade formal sem igualdade material é ilusão jurídica;
• inclusão simbólica sem participação decisória é exclusão sofisticada.

 
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Promover mulheres nos espaços de poder não é concessão — é correção histórica

Fotos: Reprodução/Google

 
Não é favor — é direito;

Não é agenda identitária — é justiça social;
Não é discurso — é transformação estrutural.


Mulheres, Poder e Paridade não é apenas um tema: é um projeto de reconstrução democrática.


E toda democracia que exclui mulheres está, na essência, incompleta.

 

Para quem quiser assistir ao vídeo na íntegra e acessar o conteúdo completo



Com informações: Programa Cabeça Feita de 30 de jun. de 2021- apresentado pela pedagoga e deputada estadual pela Bahia, Olívia Santana

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