05 de Maio de 2026

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Especial Mulher - 05/04/2025

Mulheres Indígenas em Luta: 'Nosso Modo de Lutar' Celebra o Cinema de Resistência no Sarancine 2025

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Foto: Reprodução/Google

Ao unir cinema, gastronomia e debates socioambientais, o Sarancine 2025 celebra a diversidade cultural e reforça a importância do audiovisual como ferramenta de resistência. ?Nosso Modo de Lutar? é mais do que um documentário

Em junho de 2025, Minas Gerais será o palco do Sarancine – Festival de Cinema Ambiental e Gastronomia de Sarandina –, um evento que, além de reunir produções audiovisuais com temáticas socioambientais, valoriza a cultura, a luta e os saberes dos povos indígenas. Nesta edição, o festival exibe o curta-metragem “Nosso Modo de Lutar”, realizado em parceria pelo Instituto Socioambiental (ISA), pela Rede Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e pelo Instituto Catitu.

 

Filmado durante a 20ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) 2024, o documentário mergulha no universo das mobilizações indígenas. Pelo olhar de três cineastas mulheres indígenas – Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó – o curta revela os muitos modos indígenas de existir, resistir e lutar por seus direitos. As imagens capturadas no acampamento mostram desde reuniões e marchas em defesa dos territórios até os momentos de partilha dos saberes tradicionais, como os cantos, as danças e as práticas artesanais.

 

“A gente mulheres pode perceber muitas coisas que ninguém mais percebe,” destaca Vanuzia Pataxó, enfatizando o papel central das mulheres na mobilização e na preservação das culturas indígenas.

 

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“Nosso Modo de Lutar” vai além da simples exibição de imagens – ele é um convite para refletir sobre a importância da comunicação indígena e da resistência coletiva. Ao dialogar com cerca de 50 representantes de diferentes etnias, o documentário ressalta que os elementos culturais – desde os enfeites corporais até os instrumentos musicais e os contos transmitidos oralmente – não são apenas expressões artísticas, mas verdadeiras armas de mobilização política. Em uma das cenas marcantes, os cantos mborai ecoam pedidos de retorno das terras ancestrais, demonstrando que cultura e luta caminham juntas.

 

 

 

A Rede Katahirine, que significa “constelação” na língua Manchineri, surge como um espaço coletivo de fortalecimento do cinema feito por mulheres indígenas. Por meio dessa articulação, as cineastas têm a oportunidade de registrar e difundir narrativas que desafiam os estereótipos tradicionais e afirmam o protagonismo indígena no cenário audiovisual brasileiro e latino-americano. Essa iniciativa contribui para a visibilidade de um cinema que, até então, muitas vezes foi marginalizado, mas que agora se coloca no centro do debate sobre direitos, sustentabilidade e diversidade.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Além de exibir “Nosso Modo de Lutar”, o Sarancine 2025 oferecerá uma mostra internacional que receberá inscrições de produções audiovisuais de todo o mundo, desde que abordem questões socioambientais e possuam legendas em português ou inglês. O festival, que também premiará os filmes nacionais com cachês simbólicos, destaca-se como uma importante plataforma para promover debates, oficinas e debates sobre a preservação do meio ambiente e a cultura indígena.

 
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Ao unir cinema, gastronomia e debates socioambientais, o Sarancine 2025 celebra a diversidade cultural e reforça a importância do audiovisual como ferramenta de resistência. “Nosso Modo de Lutar” é mais do que um documentário – é uma manifestação viva das lutas indígenas e um convite para que todos se juntem à causa da preservação dos direitos e da cultura dos povos originários.


 

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