Os recursos vêm de um superávit registrado em 2024 no Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
Em resposta ao aumento unilateral das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou por meio de edição extra do Diário Oficial da União, a Medida Provisória nº 1.309/2025 — apelidada de Plano Brasil Soberano — que libera R$ 30 bilhões para mitigar os impactos sobre os exportadores. A MP tem efeito imediato, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.
• Linhas de financiamento com juros reduzidos: Recursos destinados a pessoas físicas, empresas exportadoras e seus fornecedores, com cobertura para micro, pequenas e médias empresas, tanto nas fases pré-embarque quanto pós-embarque.
• Prorrogação do regime de drawback: Suspensão ou isenção de tributos sobre insumos para produtos exportados será estendida excepcionalmente.
Veja também

Em inauguração de montadora, presidente Lula defende relação comercial com China
Plano tem medidas muito boas para permanecer e outras que precisam terminar
Principais medidas do Plano Brasil Soberano:

• Ampliação da garantia à exportação: O Fundo de Garantia à Exportação (FGE) passará por reformulação para oferecer garantias e operar com juros mais baixos.
• Adiamento de vencimentos tributários: Permite alívio temporário no pagamento de impostos.
• Compras governamentais de alimentos não exportados: O poder público poderá adquirir produtos que perderam mercado externo, especialmente gêneros perecíveis, com regras licitatórias mais flexíveis, beneficiando produtores rurais.
• Aprimoramento do Reintegra: Para todas as empresas que exportam aos EUA — micro e pequenas terão devolução de 6%, e as demais de 3% — com objetivo de reduzir custos e aumentar competitividade.
• Diplomacia comercial intensificada: O governo vai buscar novos mercados, como China, Índia e países da ASEAN, além de articular com os BRICS e recorrer à OMC para contestar as tarifas.
Os recursos vêm de um superávit registrado em 2024 no Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
Reação no Congresso
.jpeg)
A MP já chegou ao Congresso com regime de urgência, e seu calendário de tramitação prevê:
• Apresentação de emendas: entre 13 e 19 de agosto.
• Deliberação em comissão mista: até 11 de outubro de 2025.
• Regime de urgência para votação em Plenário: a partir de 27 de setembro.
Na Câmara dos Deputados, parlamentares da base defenderam a ação como fundamental para preservar empregos e garantir competitividade. Helder Salomão (PT-ES) enfatizou que o acesso ao crédito emergencial está condicionado à manutenção dos empregos e destacou a criação da “Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego” como parte do plano.
Já a oposição criticou duramente a medida. Luiz Lima (Novo-RJ) classificou o pacote como paliativo e argumentou que o tarifaço poderia ter sido evitado. Bibo Nunes (PL-RS) minimizou a gravidade, afirmando que o impacto é reduzido e que Donald Trump teria agido para chamar atenção global.
Justificativa do governo
.jpeg)
O Planalto argumenta que o aumento de tarifas — estimado em até 50% sobre produtos brasileiros — configura uma “agressão comercial injustificada”, que pode causar prejuízos à balança comercial, à produção nacional e à geração de empregos.
Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio e vice-presidente) explicitaram que a MP incorpora instrumentos já utilizados por agências de crédito à exportação internacionais, como Estados Unidos, Reino Unido, Índia, China e França, e valorizam a articulação com instituições financeiras e seguradoras por meio de compartilhamento de risco.
O que significa para o Brasil
.jpg)
Fotos: Reprodução/Google
O Plano Brasil Soberano busca atuar com rapidez e amplitude, oferecendo suporte financeiro imediato, preservação de empregos e abertura para novos mercados — ao mesmo tempo, configurando uma estratégia para responder a uma crise externa com riscos à robustez da indústria e à segurança econômica do país.
Portal Mulher Amazônica
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.