Artista faleceu em decorrência da COVID-19.
Há exatamente um ano, quando os médicos confirmaram a morte de um dos maiores expoentes da cultura amazônica, o cantor Zezinho Corrêa, aos 69 anos. O artista se tornava mais uma vítima da Covid-19 no estado, e sua inconfundível voz dava lugar a um estrondo de silêncio.
Pai de dois filhos, José Maria Nunes Corrêa interpretou uma das músicas regionais mais reproduzidas no planeta, o hit "Tic tic tac", na década de 90. A canção explodiu e levou símbolos de expressões culturais da Amazônia a patamares inéditos.
Zezinho começou a sentir os sintomas da Covid-19 logo nos primeiros dias de 2021. Ele foi internado no dia 5 de janeiro, com febre e dores no corpo. A evolução da doença foi rápida, e dois dias depois, o cantor precisou ser transferido para um leito de UTI.
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Durante o tratamento contra a Covid, o artista foi intubado e também submetido a uma traqueostomia - procedimento cirúrgico invasivo, realizado para facilitar a chegada de ar nos pulmões.
O cantor era natural de uma comunidade de Carauari, à margem esquerda do Rio Negro e ficou conhecido de forma internacional depois do sucesso "Tic Tic Tac na década de 1990, como vocalista da banda Carrapicho.

Dois anos mais tarde, a canção foi gravada e integrou o repertório do grupo, mas o hit só explodiu em 1996.
Legado

Em outubro, familiares e amigos promoveram uma exposição com objetos utilizados pelo artista, na Casa Luppi, localizada no Centro de Manaus.
Olim conta, ainda, que além do legado deixado como artista, Zezinho Correa foi um exemplo de ser humano a ser seguido para ele e a irmã, Bruna Corrêa, de 20 anos.
"Para as pessoas, ele deixou mais que música, deixou lembranças de momentos felizes, histórias boas para se contar e recordar. Já para a gente, ele deixou a responsabilidade do nome Zezinho Corrêa, com o presente mais importante, me ensinou que pai não se nasce, se escolhe ser, uma decisão de vida. Eu usarei esse presente para ser um bom pai, e para manter o nome dele vivo, pois a arte amazonense vive nele, e vive nas pessoas"
Plano de retomada interrompido

Fotos: Reprodução
Olin contou que o cantor morreu antes de colocar em prática um projeto que já estava pronto e com o qual sonhava há muito tempo: a volta da banda que o lançou à fama, com direito a turnê de aniversário de 40 anos.
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"Ele tinha um desejo muito forte de voltar com a formação original da Banda Carrapicho, que nunca deixou de existir. Os membros originais se unirem novamente para fazer show e uma turnê de 40 anos do Carrapicho era um projeto que já estava pronto. Fico feliz, pois ele conseguiu fazer isso em vida ainda: reuniu a banda, chegou a conversar, todos estavam alinhados nos novos planos, só não chegou a acontecer", afirma.
Fonte: Portal G1
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