04 de Maio de 2026

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Economia - 26/04/2025

Ministro Lupi ignorou alertas sobre fraudes bilionárias no INSS por quase um ano

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Foto: Reprodução/Google

o Jornal Nacional teve acesso a atas de reuniões que mostram que o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado sobre o aumento de descontos não autorizados em aposentadorias, mas levou quase um ano para tomar as primeiras providências.

O Jornal Nacional revelou, com exclusividade, documentos que escancaram uma grave omissão no comando da Previdência Social. O ministro Carlos Lupi foi oficialmente alertado sobre o aumento de fraudes bilionárias no INSS em junho de 2023 — mas demorou quase um ano para agir.

 

Atas de reuniões do Conselho Nacional da Previdência Social, presidido por Lupi e formado pela cúpula da pasta e do INSS, além de sindicatos e entidades patronais, mostram que o ministro foi informado do esquema que pode ter desviado mais de R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões. Mesmo diante das denúncias, a resposta foi lenta e ineficaz.

 

O primeiro aviso formal veio no dia 12 de junho de 2023. Na ocasião, a conselheira Tonia Galleti solicitou a inclusão urgente da discussão sobre os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) entre INSS e entidades que realizam descontos diretamente na folha de aposentados. O pedido foi recusado por Lupi, sob a justificativa de que o tema "não estava na pauta". Mesmo insistindo e alertando sobre o volume de denúncias, Galleti ouviu do ministro apenas a promessa de "pautar o tema no mês seguinte" — o que também não se concretizou.

 

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Enquanto o Conselho ignorava o problema, o golpe se espalhava. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que, em menos de um ano, o volume de descontos suspeitos triplicou, chegando a quase R$ 250 milhões por mês. E o ministro, mesmo ciente do estrago, seguiu sem adotar providências.

 

Foi apenas em março de 2024, diante da pressão de investigações da CGU, do Tribunal de Contas da União (TCU) e da iminência de operações da Polícia Federal, que o INSS publicou novas regras para limitar os descontos. Antes disso, nas 23 reuniões do conselho durante a gestão de Lupi, o tema das fraudes só ganhou espaço real em abril de 2024 — dez meses após o alerta inicial.

 

A interrupção dos descontos fraudulentos e o descredenciamento das associações suspeitas só aconteceram nesta semana, graças à força-tarefa da Polícia Federal e da CGU. Procurado, Carlos Lupi confirmou que foi informado das fraudes em junho de 2023, mas alegou que “a partir daí” o INSS teria iniciado estudos para mudar as normas — mudanças que só foram oficialmente implementadas quase um ano depois.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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A revelação das atas coloca sob forte pressão o comando da Previdência Social e expõe o custo da omissão: bilhões de reais desviados de aposentados e pensionistas, que confiaram na proteção do Estado e ficaram vulneráveis a esquemas de corrupção.


Fonte: com informações do g1

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