Na avaliação da ministra do STJ, Nancy Andrighi, a candidatura do Brasil, como um país em desenvolvimento, é uma oportunidade do país se posicionar em situação de igualdade com as nações desenvolvidas
Na avaliação de Nancy, a candidatura do Brasil, como um país em desenvolvimento, é uma oportunidade de se posicionar em situação de igualdade com as nações desenvolvidas e “mostrar ao mundo que nós temos maturidade e capacidade para liderar temas globais complexos”. Além disso, a ministra compreende que o Brasil atingiu um patamar de liderança na temática ambiental que nos permite reivindicar a sede do Tribunal Climático Internacional.
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, anunciou na manhã de, 11/6, a proposta da candidatura do Brasil como país sede do Tribunal Climático Internacional. Em março deste ano, o órgão lançou o projeto 'STJ Ambiental', que disponibiliza em um site processos judiciais com base nos Objetivos de Desenvolvimento Social (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), assim como destaca as iniciativas adotadas pelo órgão na defesa da Agenda 2030.
Em eventos pré-COP 30, a ministra Nancy apresentou a sugestão, que já foi informada à ONU. Para ela, “o Brasil precisa ser esse protagonista” no assunto. “Esta não é apenas uma questão de prestígio, mas é uma questão de decisão estratégica com obrigações diretas nos nossos negócios e para o futuro sustentável”, comentou a ministra.
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Foto: Reprodução/Google
Os impactos das questões climáticas, de acordo com a ministra, “são sentidos em cadeias de valor na gestão de riscos e das expectativas de investidores e também de consumidores”. Outros países como a França e a Áustria já manifestaram interesse em sediar o tribunal climático internacional. “Isso demonstra a relevância que essa instituição carrega”, comentou.
O anúncio aconteceu no '2o Brasília Summit: economia e sustentabilidade', e contou com a presença de Davi Alcolumbre (presidente do Senado), Hugo Motta (presidente da Câmara dos Deputados) e Ibaneis Rocha (governador do Distrito Federal). Nos painéis foram debatidas a participação do agronegócio brasileiro na garantia da segurança alimentar e o mercado imobiliário como fator de desenvolvimento econômico e sustentável.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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