Nísia nasceu no Rio de Janeiro, em 1958, crescendo no bairro do Flamengo
Filha de Nivaldo de Assis Lima, seu pai nasceu em 20 de agosto de 1925, em Condeúba, vindo a falecer em 6 de novembro de 2023 aos 98 anos de idade. Ele era filho de Gustavo Fagundes de Lima (tio do poeta Camillo de Jesus Lima), fez o curso ginasial em Vitória da Conquista e se formou em direito na Universidade do Rio de Janeiro.
Seu pai foi juiz de direito substituto da Comarca de Paracambi, professor de português e literatura, poeta, cronista e epigramista, morava em Santo André. Ele foi responsável por lhe contar as primeiras histórias sobre o Brasil, sobre sua literatura e potencial da mesma para a transformação social.
Nísia nasceu no Rio de Janeiro, em 1958, crescendo no bairro do Flamengo. Por inspiração de uma professora de sociologia durante o ensino médio, Nísia decidiu cursar Ciências Sociais, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1976.
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Envolvida, na graduação, ao movimento estudantil pró-democracia, participou da construção do centro acadêmico de Ciências Humanas da universidade. Ao se formar, ingressou como professora na rede estadual e particular da cidade. Em 1982, iniciou o mestrado em Ciência Política no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), o atual Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da UERJ, com a dissertação "O Movimento de Favelados do Rio de Janeiro: Políticas do Estado e Lutas Sociais".
Ainda na elaboração de sua dissertação, ingressou, em 1987, como pesquisadora na Casa de Oswaldo Cruz (COC),[4] cuja missão é a pesquisa histórica sobre as ciências e a saúde e como elas são fundamentais para a reflexão crítica sobre a sociedade brasileira. Em 1992, deu início ao doutorado, também na IUPERJ. Defendida, em 1997, a tese 'Um Sertão Chamado Brasil' ganhou o Prêmio de Melhor Tese de Doutorado em Sociologia no IUPERJ e foi publicada em livro pela editora da instituição, com uma segunda edição publicada pela Hucitec, em 2013.
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Foi chefe do departamento de pesquisa da COC (1989–1991), vice-diretora (1992–1994) e diretora da unidade entre 1998 e 2005. Foi membro da equipe de elaboração do projeto do Museu da Vida, inaugurado, em 1999. Em 2000, recebeu a Medalha do Centenário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Como diretora da COC criou o Programa de Pós-graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS), em 2000.
Em dezembro de 2020, foi eleita membra titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC)[7] na categoria Ciências Sociais. Em 1º de janeiro de 2022, ela se tornou membro da Academia Mundial de Ciências (TWAS) para o avanço da ciência nos países em desenvolvimento.
Primeira mulher a presidir a Fiocruz
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Primeira mulher a comandar a Fundação Oswaldo Cruz em 120 anos de história da instituição, assumiu a direção da instituição em 4 de janeiro de 2017, tendo sido a mais votada na eleição interna.
Durante seu mandato coordenou em 2018 a Rede Zika Ciências Sociais, parte da Zika Alliance Network com parceria de cinquenta e quatro entidades parceiras no mundo. Trindade Lima integrou programas internacionais de história da ciência e da saúde e ainda em 2018 foi membra de grupo do Plano de Ação Global da OMS que tem por finalidade otimizar a pesquisa dos sistemas de saúde nos países e, no ano seguinte, integrou o corpo consultivo da OMS para a Agenda 2030, sendo neste ano co-presidenta da Rede de Saúde para Todos da UNSDSN.
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Fotos: Reprodução/Google
Em 22 de dezembro de 2022, foi anunciada, pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, para ocupar o cargo de ministra da Saúde, a partir de 1 de janeiro de 2023. Será também, desta forma, a primeira mulher a ocupar o cargo na história do Ministério. A escolha foi elogiada pelo diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, tanto em entrevista coletiva à imprensa, quanto no perfil oficial mantido por ele no Twitter.
A Ministra da Saúde, Nísia Trindade, participa da cerimônia de sanção do novo programa Mais Médicos pelo Presidente Lula, em julho de 2023. Ao assumir oficialmente a pasta em 02 de janeiro, a ministra afirmou, que sua gestão à frente da Saúde seria pautada e pelo diálogo com a comunidade científica. Também anunciou a revogação de decretos e normativas do Governo Bolsonaro que, segundo ela, ofendem a ciência, os Direitos Humanos e os direitos reprodutivos.
Em junho de 2023, foi admitida pelo presidente Lula à Ordem do Mérito da Defesa já em seu último grau, a Grã-Cruz, e em novembro promovida ao mesmo grau na Ordem de Rio Branco.
Fonte: com informações Uol
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