05 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 24/03/2025

Ministra Cida Gonçalves destaca avanços e desafios do Brasil na 69ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW) em Nova York

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Foto: Reprodução

A ministra das Mulheres lidera a delegação brasileira em Nova Iorque, composta por cerca de 150 pessoas, entre integrantes do governo federal e movimentos da sociedade civil.

No primeiro dia da 69ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destacou os desafios e avanços do Brasil na promoção da igualdade de gênero. O evento, realizado na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, marcou as três décadas da Plataforma de Ação de Pequim.

 

A CSW é o principal fórum da ONU sobre os direitos das mulheres há 79 anos. A ministra das Mulheres lidera a delegação brasileira em Nova Iorque, composta por cerca de 150 pessoas, entre integrantes do governo federal e movimentos da sociedade civil.

 

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Durante o diálogo interativo de alto nível sobre os resultados das revisões regionais de Pequim +30, a ministra ressaltou a democracia como elemento essencial para ampliar a participação feminina nos espaços de poder. Cida Gonçalves destacou ainda a recente aprovação da Lei da Igualdade Salarial, em 2023, como um marco na luta contra a diferença salarial entre homens e mulheres. Ela enfatizou que essa desigualdade atinge ainda mais as mulheres negras, que recebem cerca de 50% a menos do que os homens brancos, enquanto as mulheres brancas enfrentam uma defasagem de 20%.

 

Outro ponto abordado foi a importância da diversidade na formulação de políticas públicas, com destaque para as mulheres negras, indígenas, ciganas, trans e lésbicas. A ministra também mencionou a liderança do Brasil na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, voltada para mulheres em situação de vulnerabilidade.

 

Combate à violência contra a mulher e direitos reprodutivos

 

Fotos: Reprodução

 

Cida Gonçalves alertou sobre o aumento dos feminicídios e da violência sexual contra mulheres e meninas, reforçando a necessidade de expandir a rede de atendimento especializado. Ela também defendeu a manutenção de legislações que garantam o acesso ao aborto legal e seguro, dentro dos marcos já estabelecidos no Brasil.

 

A ministra também mencionou a realização da COP30 no Brasil e a necessidade de abordar a relação entre crise climática e desigualdade de gênero, destacando o protagonismo feminino na preservação ambiental. Desde a criação da CSW, em 1946, o Brasil tem sido um ator ativo na luta pelos direitos das mulheres. O país teve papel relevante na defesa dos direitos políticos femininos desde as décadas de 1940 e 1950 e fortaleceu sua presença internacional durante a Década da Mulher das Nações Unidas (1975-1985).

 

A participação brasileira se consolidou na Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim (1995), onde endossou a Plataforma de Ação de Pequim. Com a Lei Maria da Penha, em 2006, o Brasil tornou-se referência global no combate à violência contra a mulher. Na edição de 2024 da CSW, a ministra Cida Gonçalves reafirmou a importância do enfrentamento à violência de gênero e da inclusão social. Esses temas continuam no centro dos debates na 69ª sessão da CSW, reforçando o compromisso brasileiro com a equidade de gênero e a justiça social.

 
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O Brasil está promovendo eventos paralelos durante a CSW, abordando temas como o papel das mulheres na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e os desafios do combate à misoginia online. Os debates e iniciativas reafirmam o comprometimento do Brasil com a defesa dos direitos das mulheres e a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.
 

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