06 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 05/01/2025

Ministra alemã quer repatriar refugiados sírios

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Foto: Reprodução/Google

Ministra alemã do Interior, Nancy Faeser

Menos de um mês após fim da ditadura Assad, alemã anuncia revogação de status de refugiados e deportação de sírios que não trabalham nem estudam – apesar de o futuro do país árabe ainda ser incerto.Menos de um mês após a queda do ditador Bashar al-Assad na Síria, a ministra alemã do Interior, Nancy Faeser, defendeu a revogação do status de refugiado e a repatriação de cidadãos sírios que vivem na Alemanha.

 

"Como prevê a nossa lei, o Escritório Federal para Migração e Refugiados vai revisar as concessões de refúgio e suspendê-las caso as pessoas não precisem mais dessa proteção na Alemanha", disse Faeser ao conglomerado de mídia Funke Media Group em artigo publicado neste domingo, 05/01. A revogação do status de refugiado ou asilado valerá, segundo a ministra, para os que "não têm direito de permanência por outros motivos, como trabalho ou estudos, e que não estejam dispostos a voltar para a Síria". "Quem estiver bem integrado, trabalhando, tiver aprendido alemão e encontrado na Alemanha um novo lar poderá permanecer", acrescentou Faeser.

 

A ministra também defendeu a deportação rápida de criminosos e islamistas. "Ampliamos bastante as possibilidades legais e vamos usá-las assim que a situação na Síria permitir", disse, ressaltando que o governo alemão está avaliando o cenário considerando principalmente quão segura está a situação na Síria, que acaba de emergir de quase 14 anos de guerra civil.

 

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Futuro da Síria ainda é incerto

 

 

A declaração vem dois dias após a ministra alemã do Exterior, Annalena Baerbock, viajar à Síria pessoalmente ao lado de seu colega francês, Jean-Noel Barrot, para se reunir com o novo regime, liderado pelo grupo islamista Organização pela Libertação do Levante (Hayat Tahrir al-Sham, ou HTS).

 

O HTS tem um passado extremista, e ainda é visto pela comunidade internacional com reservas devido ao seus elos com grupos terroristas como a Al-Qaeda e o "Estado Islâmico" (EI), embora eles tenham tentado se afastar dessas conexões nos últimos anos.

 

Durante a visita a Damasco, Baerbock frisou que o apoio alemão à reconstrução da Síria está condicionado à "proteção de minorias étnicas e religiosas", ao "respeito aos direitos das mulheres" e ao não cometimento de "atos de vingança" contra apoiadores e funcionários de Assad.

 

 

Apesar dos comentários de Faeser, a Alemanha ainda não deixou clara qual posição assumirá em relação ao novo governo sírio. Também pairam incertezas sobre se o novo governo – que não foi legitimado ainda por eleições livres – será capaz de assegurar a paz e um Estado de Direito.

 

Neste domingo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que mais de 100 combatentes teriam sido mortos em confrontos nos últimos dois dias no norte da Síria entre grupos armados apoiados pela Turquia e forças curdas sírias. Também há tensões na fronteira com Israel, que tem avançado sobre o território sírio e áreas habitadas por civis drusos.

 

"Se as esperanças de paz virarem realidade, então muitos refugiados poderão retornar", disse Faeser. A Alemanha está em clima de campanha e vai às urnas eleger um novo Parlamento em 23 de fevereiro. A imigração é um dos temas que mais mobiliza o eleitorado, especialmente após o atentado a um mercado de Natal em Magdeburg.

 

 

Alemanha já havia suspendido análise de pedidos de refúgio O governo do ditador Assad terminou em 8 de dezembro, após ele fugir para a Rússia. No dia seguinte, a Alemanha anunciou a suspensão das decisões sobre pedidos de refúgio de cidadãos sírios. A decisão afetou mais de 47 mil casos em tramitação no país.

 

O Ministério do Interior diz que há atualmente 974.136 pessoas com nacionalidade síria residindo na Alemanha. A maioria veio como refugiada após a decisão da ex-chanceler federal Angela Merkel, em 2015, de permitir que mais de um milhão de solicitantes de refúgio entrassem na Alemanha.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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Desses, 5.090 foram reconhecidos como elegíveis para obterem concessão de asilo, 321.444 obtiveram status de refugiados, e 329.242 obtiveram proteção subsidiária, uma suspensão temporária da deportação. Via de regra, refugiados e requerentes de asilo precisam esperar no mínimo três meses até terem permissão para trabalhar. Também o acesso a universidades e a outras formas de qualificação profissional costumam demandar algum tempo de recém-chegados.

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ 

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