04 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 09/05/2025

Ministério Público do Estado do Amazonas reserva 5% das vagas de contratos de serviços contínuos para mulheres vítimas de violência doméstica

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Internet

O MPAM reforça que seguirá monitorando e ampliando ações voltadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deu mais um importante passo no enfrentamento à violência contra a mulher e na promoção da inclusão social. A partir de agora, 5% das vagas destinadas à prestação de serviços contínuos contratados pelo órgão serão obrigatoriamente reservadas para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

 

A medida, assinada pela procuradora-geral de Justiça (PGJ), Leda Mara Albuquerque, segue as diretrizes da Resolução nº 264/2023 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que estabelece parâmetros gerais para a inclusão dessas mulheres no mercado de trabalho, como forma de enfrentamento à violência e de promoção da autonomia financeira.

 

A medida inédita no estado fortalece as políticas públicas de proteção e empoderamento feminino, ao assegurar oportunidades de trabalho e autonomia financeira a mulheres em situação de vulnerabilidade. A iniciativa segue o princípio da dignidade da pessoa humana e os compromissos constitucionais do MP com a promoção dos direitos humanos.

 

Veja também 

 

Novo estatuto da Caixa exigirá mínimo de 1/3 dos cargos de direção ocupado por mulheres

Política de incentivo ao parto normal: Norma para deter 'epidemia' de cirurgias também se choca com resistência de mulheres

Procuradora-geral de Justiça (PGJ), Leda Mara Albuquerque

 

Para o procurador-geral de Justiça do Amazonas, a medida representa um avanço civilizatório. “Não basta garantir proteção jurídica. É fundamental criar caminhos reais de reinserção social e econômica para as mulheres. O trabalho digno é um instrumento de libertação e reconstrução”, afirma.

 

 

 

A reserva das vagas será aplicada a todos os contratos firmados com o MPAM que envolvam serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra, como limpeza, recepção, copeiragem e vigilância. A condição de vítima de violência doméstica poderá ser comprovada mediante apresentação de boletim de ocorrência, medida protetiva ou encaminhamento por órgãos de apoio. Além de promover a inclusão, a medida busca estimular que empresas contratadas também desenvolvam práticas de responsabilidade social, ampliando o impacto positivo dessa política pública.

 

Enfrentamento à violência com políticas de inserção

 

 

Fotos: Reprodução/Internet

 

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a autonomia financeira está entre os principais fatores que dificultam ou retardam o rompimento de ciclos de violência. Iniciativas como a do MPAM reforçam o papel do poder público em criar alternativas concretas para que as mulheres possam recomeçar suas vidas com dignidade e segurança.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

O MPAM reforça que seguirá monitorando e ampliando ações voltadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres, em articulação com a rede de enfrentamento à violência de gênero no estado do Amazonas.

 

Portal Mulher Amazônica
 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.