Adversários não perderam tempo em colocar gasolina nas já conturbadas relações da família bolsonarista
Um vídeo aparentemente trivial ganhou contornos políticos nas redes bolsonaristas: Michelle Bolsonaro fritando bananas para o marido presidiário Bolsonaro. A cena, publicada como momento doméstico, foi rapidamente interpretada por aliados e críticos como ironia sutil dirigida ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, conhecido entre adversários pelo apelido “Bananinha”.
A leitura ganhou força no contexto de declarações recentes do deputado Nikolas Ferreira, que afirmou publicamente que Eduardo “não está bem”, frase que ampliou rumores de desgaste interno no núcleo familiar.
Em Santa Catarina, Bolsonaro rompeu entendimento com o governador Jorginho Mello, deixou de apoiar o senador Esperidião Amin e passou a defender uma chapa alinhada diretamente ao PL, com o vereador Carlos Bolsonaro e a deputada Carol de Toni, este o nome defendido por Michelle.
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Foto: Reprodução
A decisão aprofundou ruídos com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e expôs divergências sobre critérios de indicação e alianças regionais. A disputa por protagonismo entre filhos de Bolsonaro e a direção partidária tornou-se mais visível.
Ironia e disputa de poder
No ambiente conturbado do bolsonarismo, símbolos importam. A “bananinha na frigideira” foi lida por parte da militância como recado político, ainda que não verbalizado, e reforçou a percepção de que Michelle consolida influência própria dentro do grupo.
Igualmente circulam relatos de tensão sobre o futuro da liderança de Bolsonaro, com aliados apontando desconforto quanto à centralidade de Flávio Bolsonaro em eventual projeto nacional. Nada é assumido publicamente, mas os sinais de desalinhamento se acumulam.
Fonte: com informações BCN
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