Razão do Dia Internacional da Mulher surgiu a partir das lutas das mulheres no início do século XX, que buscavam melhores condições de trabalho, direitos políticos e igualdade de gênero
Em 8 de março de 2025, o mundo se une para celebrar o Dia Internacional da Mulher sob um tema transformador: “Para TODAS as mulheres e meninas: Direitos. Igualdade. Empoderamento.” Esta data representa um chamado global para desbloquear direitos iguais, distribuir poder e criar oportunidades para todas, construindo um futuro feminista no qual ninguém seja deixado para trás.
Razão do Dia Internacional da Mulher surgiu a partir das lutas das mulheres no início do século XX, que buscavam melhores condições de trabalho, direitos políticos e igualdade de gênero. Um dado, originalmente celebrado em diferentes dias e contextos, ganhou maior relevância em 1977, quando as Nações Unidas reconheceram oficialmente o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Esse reconhecimento foi fruto de um movimento crescente, iniciado pelo Partido Socialista da América e influenciado por protestos como o de 1908, quando mais de 100 mulheres marcharam em Nova York exigindo melhores condições de trabalho e o direito ao voto. Desde então, o 8 de março tornou-se um símbolo das lutas femininas por igualdade e justiça em diversas partes do mundo.
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Um Momento Crucial para a Igualdade de Gênero
O ano de 2025 marca um ponto de inflexão na luta pelos direitos das mulheres, coincidindo com o 30º aniversário da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. Adotada em 1995 na Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, em Pequim, por 189 governos, a Plataforma continua sendo o modelo mais progressivo e amplamente endossado para os direitos de mulheres e meninas globalmente. Ela orienta políticas, programas e investimentos em áreas essenciais como:
• Educação
• Saúde
• Paz
• Mídia
• Participação política
• Empoderamento econômico
• Eliminação da violência contra mulheres e meninas
Ao mesmo tempo, a urgência de enfrentar novas prioridades, como a justiça climática e o poder das tecnologias digitais, destaca a necessidade de ações concretas, sobretudo com apenas cinco anos restantes para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Contexto Global e Desafios Atuais

O 30º aniversário da Plataforma de Ação de Pequim ocorre em meio a um cenário de crescente insegurança e crises sobrepostas que minam a confiança na democracia e reduzem o espaço cívico. No último ano, 612 milhões de mulheres e meninas vivenciaram realidades brutais de conflitos armados, um aumento alarmante de 50% em apenas uma década.
Esse contexto reforça a urgência de transformar a visão em prática, atuando em três áreas essenciais:
1. Promover os direitos das mulheres e meninas:
Lutar incansavelmente pelos direitos humanos, enfrentando todas as formas de violência, discriminação e exploração.
2. Promover a igualdade de gênero:
Desafiar barreiras sistêmicas e desmantelar o patriarcado. É preciso transformar desigualdades enraizadas e dar voz às mulheres e meninas marginalizadas, especialmente às mais jovens.
3. Promover o empoderamento:
Redefinir estruturas de poder garantindo acesso inclusivo à educação, emprego, liderança e espaços de decisão, priorizando oportunidades para que as jovens liderem e inovem.
O Legado da Plataforma de Ação de Pequim
Desde 1995, a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim transformaram a agenda dos direitos das mulheres:
• Proteção Legal:
Antes de 1995, apenas 12 países possuíam sanções legais contra a violência doméstica. Hoje, 1.583 medidas legislativas estão em vigor em 193 países, com 354 especificamente direcionadas à violência doméstica – uma demonstração clara do compromisso global em não tolerar abusos e impunidade.
• Acesso a Serviços:
A exigência de serviços essenciais – abrigos, assistência jurídica, aconselhamento e cuidados médicos para sobreviventes de violência – garantiu linhas de apoio vitais que se expandiram globalmente, salvando e transformando vidas.
• Engajamento dos Jovens:
A agenda de Pequim inspirou uma nova geração de feministas. Jovens estão hoje na linha de frente, utilizando plataformas digitais e impulsionando movimentos de justiça de gênero com energia e criatividade.
• Mudança de Normas Sociais:
A Plataforma de Pequim desafiou estereótipos e práticas prejudiciais, abrindo caminho para a formulação de políticas, leis e instituições que promovem a igualdade de gênero.
• Participação das Mulheres na Paz:
Ao enfatizar a necessidade de aumentar a participação plena e igualitária das mulheres na resolução e prevenção de conflitos, hoje contamos com 112 países que possuem Planos de Ação Nacionais sobre Mulheres, Paz e Segurança – um salto impressionante em relação aos 19 países em 2010. Esses planos são fundamentais para garantir a presença e a influência das mulheres em processos de paz e na recuperação pós-conflito.
Sob a bandeira da campanha global da ONU Mulheres, o Dia Internacional da Mulher deste ano é um verdadeiro grito de guerra para todos – mídia, líderes corporativos, governos, líderes comunitários, sociedade civil e, especialmente, os jovens. É o momento de:
• Exigir ações e investimentos em prol dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero.
• Compartilhar histórias e mensagens nas redes sociais com a hashtag #ForAllWomenAndGirls, estimulando o diálogo e inspirando iniciativas concretas em todas as comunidades.

Fotos: Reprodução/Google
Apesar dos avanços notáveis alcançados desde 1995, o mundo enfrenta crises que ameaçam retroceder nas conquistas dos direitos das mulheres. Neste Dia Internacional da Mulher, a ONU Mulheres nos convida a caminhar juntos rumo a um futuro onde os direitos, a igualdade e o empoderamento não sejam privilégios, mas sim direitos garantidos para todas as mulheres e meninas.
Junte-se a nós neste movimento transformador, seja a geração que diminuirá a diferença e alcançará a verdadeira igualdade de gênero. O mundo não pode se dar ao luxo de dar um passo para trás.
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