A "Praça do Anjo" feita para simbolizar a memória daqueles que se foram já é alvo de críticas pela literalidade (Alex Pazuello/Semcom | Composição: Paulo Dutra/CENARIUM)
A escultura de um anjo de máscara segurando um par de pulmões, erguida na entrada do Cemitério Nossa Senhora Aparecida, o “Tarumã”, chama atenção. Talvez mais pelo impacto visual do que pela sensibilidade que se esperaria de um memorial. O local guarda lembranças dolorosas: durante a pandemia de Covid-19, em meio à crise de oxigênio que atingiu Manaus, vítimas foram enterradas em valas coletivas.
A “Praça do Anjo” feita para simbolizar a memória daqueles que se foram já é alvo de críticas pela literalidade, pelo aspecto desproporcional e insensível, que, para muitos, compromete a reflexão e o luto esperados de um memorial. Familiares de vítimas afirmaram que o espaço deveria ter sido planejado “com qualidade, sensibilidade e respeito, não apenas para ser visto, mas para ser sentido”.
Reportagens da Cenarium revelaram, há um mês, que a área destinada às vítimas está tomada por vegetação alta, lixo e entulho, dificultando até a identificação dos túmulos, situação que motivou a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público do Amazonas para apurar abandono e possível violação da dignidade humana.
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Foto: Reprodução/Google
O verdadeiro tributo às vítimas da pandemia deve ir muito além da estética de uma escultura. É preciso a gestão cumprir com o fortalecimento da saúde pública, valorização dos profissionais que atuaram na linha de frente e respeito às famílias e amigos que perderam seus entes.
Fonte:com informações Cenarium
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