05 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 17/03/2025

MDHC reforça compromisso a favor dos direitos das mulheres no mundo durante evento da ONU Mulheres

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Foto: Reprodução/Google

Em Nova Iorque, a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, defendeu que mulheres negras e transgênero ocupem espaços de poder

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, participou da 69ª Sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres (CSW69), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA). Durante a agenda, reafirmou o compromisso em fortalecer as organizações e as pessoas que defendem os direitos humanos ao redor do mundo.

 

Em sua primeira agenda, realizada na terça-feira, 11, Symmy participou do evento “Construindo Mudanças Duradouras: Troca de Aprendizados com Líderes Políticas”. O primeiro painel reuniu reflexões de líderes locais e organizações que apoiam mulheres na política e sua atuação na defesa da democracia e dos direitos humanos, liderando causas como igualdade de gênero, justiça climática e bem-estar econômico.

 

Durante o evento, a secretária destacou que a sociedade precisa compreender que a democracia e a igualdade de oportunidades não serão alcançadas se não houver garantia da participação das mulheres negras e de pessoas trans na política. “É fundamental que elas ocupem espaços de poder, e precisamos apoiá-las no acesso a esse sistema”, pontuou.

 

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Na quarta-feira, 12, a secretária integrou o painel “Resistir, Persistir e Reimaginar: O Futuro da Democracia Existe na Aceleração do Poder Político das Mulheres e Feministas”, que reuniu governos e mulheres líderes políticas do Sul Global para destacar o papel crucial da participação feminina na promoção dos direitos humanos e da democracia.

 

Aliança global

 

A secretária participou também, na quinta-feira (13), do evento paralelo à CSW69, “Solidariedade: Aliança Estratégica de Mulheres na Política”, que marcou o lançamento oficial da rede de mulheres líderes dos países da maioria global. A aliança funcionará como um espaço essencial de solidariedade e apoio mútuo para mulheres políticas, com encontros online e presenciais focados no compartilhamento de conhecimento, aprendizado e alinhamento estratégico.

 

Além de criar espaços seguros e significativos para troca de experiências, a coalizão conectará líderes experientes com novas lideranças para promover mentoria e apoio mútuo.

 

Conferência Nacional

 

 

Ao fim de sua participação no evento, Symmy Larrat avaliou que o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania está comprometido em fortalecer as organizações e as pessoas que defendem os direitos humanos.

 

“Como parte de uma estratégia ampla, realizaremos a 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ em outubro, que reunirá 1.500 participantes da gestão pública e da sociedade civil para definir os rumos da política LGBTQIA+ no país. Temos orgulho em afirmar que estamos avançando, mais do que nunca, na construção de políticas públicas na história do Brasil. E, para mim, como travesti, é uma honra fazer parte desse processo de transformação”, afirmou.

 

Symmy ainda enfatizou que a caminhada rumo à igualdade deve estar atrelada à proteção e à organização dessas mulheres potencializando, assim, as ações. “Precisamos fortalecer não apenas a atuação do Estado, mas também das organizações que desempenham um papel fundamental nessa rede de apoio. Dessa forma, conseguiremos evitar que as ameaças afastem essas mulheres da luta e da organização política”, concluiu.

 

CSW

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A CSW é o principal fórum da ONU sobre os direitos das mulheres e foi criado no âmbito do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), em 21 de junho de 1946. A CSW é a maior reunião anual da ONU sobre igualdade de gênero e empoderamento das mulheres e meninas com milhares de participantes dos países-membros da organização, representantes da sociedade civil, de governos e do setor privado. O grupo tem 45 países-membros.

 

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Em 2025, sob o tema central, “Vamos juntas por um mundo mais igualitário!”, a edição celebrou os 30 anos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, revisada pelas integrantes da comissão. Reconhecida como um símbolo fundamental para o avanço dos direitos das mulheres, a declaração segue como referência em prol da igualdade de gênero.

 

Fonte: com informações da Agência Gov 

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