Então, em julho de 1994, nasceu Lariany. No início, o apoio da família foi muito importante para os cuidados com o bebê
Ainda muito nova, Márcia Bonfim Vieira foi colocada diante de uma situação em que precisava decidir se ficaria cega para sempre ou teria seu bebê. Ela engravidou de seu marido aos 15 anos e com cinco meses de gestação começou a sentir algumas dificuldades para enxergar: os olhos ficavam vermelhos, coçavam e doíam. O diagnóstico era de Uveíte, uma inflamação muito grave no fundo dos olhos.
O caso de Márcia foi apresentado a uma equipe de oftalmologistas que chegou à conclusão de que poderia ser feita uma cirurgia a laser que recuperaria até 80% da visão de Márcia, porém o procedimento não garantia a saúde do bebê.
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Fotos: Arquivo Pessoal/Márcia Bonfim Vieira
Os médicos então sugeriram a interrupção da gestação para obter êxito na cirurgia. Com medo, mas tendo o apoio da mãe, ela decidiu seguir com a gestação: “Eu disse a eles: ‘Se for para tirar o meu bebê para poder voltar a enxergar, eu não quero enxergar nunca mais!’”, lembra.
Então, em julho de 1994, nasceu Lariany. No início, o apoio da família foi muito importante para os cuidados com o bebê, mas depois Márcia já conseguia fazer praticamente tudo sozinha. “Quando nasce um filho, nasce uma mãe, então quando minha filha nasceu, eu não tinha dúvida nenhuma de que iria conseguir cuidar dela por toda a minha vida”.
Fonte : com informações Gazeta do Povo
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