A concentração será às 15h na Praça do Relógio, com a caminhada iniciando a partir das 16h.
No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, mulheres no Amazonas tomam as ruas para reafirmar sua resistência e denunciar as múltiplas violências que enfrentam diariamente. Sob o lema “O medo não vai nos parar!”, a mobilização convoca todas as mulheres para marchar contra o machismo, racismo e capitalismo, estruturas que sustentam a exploração e o extermínio de mulheres, sobretudo negras, indígenas e periféricas.
A concentração será às 15h na Praça do Relógio, com a caminhada iniciando a partir das 16h. O chamado é para que todas tragam faixas, cartazes e suas vozes, transformando a marcha em um grande ato de resistência e reivindicação.
Embora o mercado e as mídias frequentemente reduzam o 8 de Março a um dia de homenagens e flores, a data tem um histórico de luta operária e feminista, marcado por protestos e enfrentamento às injustiças sociais. No Brasil e no mundo, milhões de mulheres continuam se organizando para exigir direitos, segurança e dignidade, pois a desigualdade de gênero persiste em diversas formas, como:
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• Violência contra a mulher: O Brasil segue entre os países com maior número de feminicídios no mundo, sendo que a maioria das vítimas são mulheres negras.
• Desigualdade salarial: Mulheres recebem menos que os homens para exercer as mesmas funções, e as mulheres negras são as mais prejudicadas.
• Exploração do trabalho doméstico: As mulheres continuam sendo sobrecarregadas com o trabalho não remunerado, além da precarização do trabalho formal.
• Falta de acesso a direitos básicos: Saúde, educação, moradia e saneamento ainda são negados a muitas mulheres, especialmente na Amazônia e em comunidades tradicionais.
A luta das mulheres negras: protagonismo e resistência
Para as mulheres negras, o 8 de Março tem um significado ainda mais profundo. O machismo e o racismo estruturam um sistema de exclusão e violência que impacta diretamente suas vidas. Segundo o Atlas da Violência, as mulheres negras são as que mais sofrem com feminicídios e violência doméstica. Além disso, enfrentam maiores dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, recebendo salários mais baixos e enfrentando o racismo institucional.

Fotos: Reprodução/Google
A marcha do 8 de Março na Amazonas também se soma à luta das mulheres indígenas, quilombolas e ribeirinhas, que enfrentam não apenas a violência de gênero e racial, mas também o avanço da destruição ambiental e da exploração de seus territórios.
A manifestação deste ano reforça que a luta das mulheres não é isolada, mas faz parte de um movimento coletivo que busca a construção de uma sociedade mais justa. A presença de cada mulher na rua fortalece a resistência e envia um recado claro: não seremos silenciadas!A todas que puderem, a convocação está feita: vamos às ruas! Juntas, seguiremos marchando até que todas sejamos livres!
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