06 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 02/01/2025

Mais de 80 homens se unem contra a violência de gênero em manifesto nacional promovido pela ONU Mulheres Brasil

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Foto: Reprodução

A assinatura do manifesto é um passo relevante em direção ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que diz respeito à igualdade de gênero e ao fim da violência.

Em um marco significativo na luta pela igualdade de gênero, mais de 80 homens assinaram o “Manifesto Nacional de Mobilização de Homens Públicos pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas”. A iniciativa, promovida pela ONU Mulheres Brasil, é parte do Movimento Global HeForShe, que busca engajar homens e meninos na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

O evento contou com o apoio e liderança de figuras públicas como Edgar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A mobilização aconteceu com o intuito de reforçar o compromisso de homens em posições de poder com a erradicação da violência de gênero, um dos grandes desafios sociais do Brasil.

 

Durante a cerimônia, a ministra Cida Gonçalves e o vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizaram a importância da união de esforços entre todas as esferas da sociedade para combater a violência contra mulheres e meninas. “Essa é uma luta que precisa do apoio de todos. É urgente garantir a segurança, o respeito e a dignidade das mulheres”, declarou Cida Gonçalves.

 

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A assinatura do manifesto é um passo relevante em direção ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que diz respeito à igualdade de gênero e ao fim da violência. Além disso, a iniciativa busca fortalecer a conscientização sobre o papel ativo que os homens devem desempenhar no enfrentamento dessa questão.

 

O manifesto também é uma oportunidade para destacar a necessidade de políticas públicas efetivas e de maior engajamento da sociedade civil. O Movimento HeForShe tem sido uma plataforma global importante para sensibilizar indivíduos e instituições a respeito das mudanças culturais necessárias para alcançar uma sociedade mais inclusiva e livre de violência.

 

 

 

Edegar Pretto lembrou que, nos primeiros cinco meses de 2024, mais de cinco mil mulheres no Brasil morreram vítimas de feminicídio, ou seja, pelo fato de serem mulheres. “Foram mortas pelos homens. E o que os homens fazem? Normalmente, escolhem o caminho mais cômodo. Não participam, não opinam, não mudam, e a sociedade segue sendo injusta para as mulheres”, destacou o diretor-presidente da Conab.

 

Ana Carolina Querino, da ONU Mulheres, lembrou que este ano o movimento completou 10 anos, e uma celebração de alto nível na Assembleia Geral da ONU reforçou a importância de homens se aliarem ao enfrentamento da violência contra as mulheres e meninas. “Os homens, em seus espaços de poder e decisão, têm obrigação de promover os direitos das mulheres, de enfrentar a tolerância institucional em relação à violência, de enfrentar o colega ao lado quando este fizer uma piada machista”, enumerou.

 

 

Fotos: Reprodução

 

“A luta das mulheres não é só das mulheres, é de toda a sociedade. É com educação, com conscientização que se avança. E nós homens temos o dever trabalharmos para que não ocorram essas injustiças”, reforçou Geraldo Alckmin. Ele lembrou ainda que as injustiças cometidas por uma pessoa são também uma ameaça a toda a sociedade. “Homens, vamos nos incorporar a essa conscientização no sentido de fazermos justiça para as mulheres”, enfatizou o vice-presidente.

 
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Citando pesquisa recente do Ministério das Mulheres e do Netlab sobre a monetização da misoginia em canais do Youtube, a ministra das Mulheres, Cida Vieira, afirmou que um dos grandes desafios do país é vencer o ódio contra as mulheres. “E é por isso que este ato é tão importante. Temos dito na campanha do Feminicídio Zero que não pode ser só as mulheres”. Vieira acrescentou que a mudança da sociedade brasileira depende da criação de uma cultura de respeito, paz e justiça social. “E tenho certeza de que nós vamos começar pela questão das mulheres”, frisou.

 

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