Estudo inédito com dados do eSocial indica que 66,8% dos vínculos cumprem jornada de 40 horas semanais; ministro Luiz Marinho afirma que economia está pronta para reduzir jornada
Um levantamento inédito do Ministério do Trabalho e Emprego revela que a maior parte dos trabalhadores no Brasil já não está submetida à tradicional escala 6×1. Ou seja, o modelo em que se trabalha seis dias consecutivos para apenas um de descanso. Os dados foram apresentados durante audiência na Câmara dos Deputados pelo ministro Luiz Marinho e mostram que 66,8% dos vínculos trabalhistas no país já cumprem jornadas de 40 horas semanais, geralmente organizadas no modelo 5×2, com dois dias de descanso.
O estudo analisou informações de 50,3 milhões de vínculos registrados no eSocial — plataforma que reúne dados de trabalhadores celetistas, estatutários, autônomos, avulsos, cooperados, empregados domésticos e estagiários.Escala 6×1 ainda atinge mais de 14 milhões
Apesar da predominância crescente de jornadas mais curtas, a escala 6×1 ainda é realidade para uma parcela significativa da força de trabalho.
Segundo o levantamento, 14,8 milhões de trabalhadores cumprem jornadas distribuídas em seis dias por semana, somando 44 horas ou mais semanais. Isso representa 33,2% dos vínculos analisados. Por outro lado, cerca de 29,7 milhões de trabalhadores já estão em regimes de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho.
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Foto: Reprodução/Google
Com base nesses dados, o ministro Luiz Marinho argumentou que o país já possui condições estruturais para discutir o fim da escala 6×1 sem provocar impactos negativos relevantes na economia. “Neste exato momento, a economia brasileira está pronta para suportar 40 horas semanais. É uma escala possível e coerente com o que a sociedade está pedindo”, afirmou o ministro durante a audiência.
De acordo com o estudo apresentado pelo Ministério, a eventual redução da jornada poderia gerar um impacto adicional de cerca de 4,7% na massa de rendimentos do país.
Inteligência artificial ajudou na análise
A interpretação dos dados do eSocial contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para processar e cruzar o grande volume de informações sobre vínculos trabalhistas no país. O levantamento deve servir de base para debates no Congresso sobre possíveis mudanças na legislação trabalhista relacionadas à jornada semanal de trabalho no Brasil.
Fonte: com informações BNC
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