Em que mundo estamos criando essas crianças e o que estamos oferecendo para elas.
Dra. Marcia Aparecida Picolli, Médica Pediatra - Em minha vida profissional, deparei-me com casos que demonstram a vulnerabilidade das crianças, principalmente em seus lares, bem como corações endurecidos e perversos, travestidos de angélicas criaturas que se aproveitam da ingenuidade delas.
O primeiro, era um garoto de três anos, agredido pela mãe, à ponto de ter fraturas em praticamente todos os membros.O segundo, uma menina de 11 anos, o padrasto a bolinava. A mãe não queria denunciá-lo. O marido dessa senhora trabalhava em uma delegacia.
O terceiro, um caso que envolveu pelo menos três garotas e um comerciante, que as assediava quando iam ao seu estabelecimento comercial, após saírem da escola. O quarto era uma garota de 8 anos, que ficava na casa de uma babá, e o marido a assediava. Quando começo a escrever e lembrar desses eventos, fico me questionando,por que a humanidade está perdendo o amor e respeito para com o próximo, principalmente com as crianças.
Veja também

Mulher é assassinada e criança fica ferida em Ceilândia; caso é tratado como feminicídio

Em que mundo estamos criando essas crianças e o que estamos oferecendo para elas. Diante dessas situações, as crianças precisam criar mecanismos de sobrevivência e meios próprios de solicitar ajuda. Geralmente através de atitudes, quase nunca de forma verbal.

Para os familiares, a observação do desenvolvimento da criança, sua transformação com o passar dos anos, é de extrema importância. Para os profissionais da saúde, alguns padrões sociais e comportamentais, nesses casos, repetem-se com frequência.

Não é minha intenção enumerar sinais ou sintomas, mas chamar a atenção, conscientizar sobre essa grave agressão, encoberta e há muito infiltrada no mundo. Desconfiar é o primeiro passo para suspeitar dessa crueldade para com as crianças e adolescentes.

É a primeira atitude para podermos combater esse problema. Mudança de comportamento, de humor, demonstração de constrangimento e euforia diante de uma certa pessoa, transformação da fisionomia, são os sinais mais gerais e não precisa ser um profissional da saúde para detectar. As crianças não têm voz para defenderem-se. Elas precisam de adultos que sejam confiáveis e principalmente, não as exponham a cenas dantescas e vulgares.


Fotos: Reprodução/Google
Fonte: Dra. Marcia Aparecida Picolli, Médica Pediatra, Nutróloga, Hebiatra e
Homeopata no CRSMCA-Mauá
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.