30 de Abril de 2026

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Mulher na Política - 22/12/2025

Lula precisa falar de segurança pública e parar de ouvir 'palpiteiros', diz Tabata

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Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista à IstoÉ, deputada federal defendeu que petista deveria liderar discussão de combate ao crime porque 'é presidente e tem sensibilidade'

A cobrança para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assuma uma agenda prioritária de combate ao crime encontra ressonância mesmo na base do governo.

 

Em entrevista à IstoÉ, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) disse que o petista evita entrar no assunto e deve evitar palpites que o aconselham a optar pelo silêncio em razão da alta sensibilidade da agenda da segurança.

 

“Tenho convicção, pelo que conheço dele, de que o presidente se sensibiliza com a dor da mãe que é assaltada no ponto de ônibus e teme que o filho seja cooptado pelo crime organizado. Os palpiteiros alimentam a ilusão de que, se Lula não falar do tema, não será cobrado; mas será, porque é o principal problema do Brasil“, afirmou.

 

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As derrotas da esquerda na segurança

 


Colega de partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, Tabata tem sido uma defensoras da tese de que a centro-esquerda perde por “W.O.” da direita na discussão do combate ao crime e precisa encampar uma bandeira na área. Pesquisa divulgada pela Quaest em novembro mostrou que 38% dos brasileiros consideram a segurança pública o principal problema do país, maior número no recorte histórico do instituto.

 

No final de outubro, uma megaoperação deflagrada contra o Comando Vermelho deixou 121 mortos no Rio de Janeiro e foi criticada por Lula e setores do PT, mas teve amplo apoio popular.

 

Fotos: Divulgação

 

Dias depois, uma pesquisa Atlas mostrou que o governador Cláudio Castro (PL), responsável pela ação, era aprovado por 36% dos fluminenses na gestão da segurança, ante 27% do petista. Na ocasião, governadores de oposição se reuniram no Rio em movimento para explorar o tema que mais desgasta o governo federal até as eleições de 2026.

 

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Para Tabata, a centro-esquerda deve trabalhar por um projeto que equilibre erradicação da pobreza, responsabilidade fiscal e políticas de combate ao crime “sem lugar para ideologia”.

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ 

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