A escravidão, a segregação racial, o patriarcado e tantas outras formas de exploração só foram enfrentadas por meio da mobilização, da coragem e do enfrentamento.
A frase de Assata Shakur, ativista norte-americana perseguida politicamente desde os anos 1970, continua ressoando com força no cenário atual: “A liberdade nunca foi concedida como um presente, mas conquistada através de luta, resistência e organização coletiva.”
O pensamento de Assata expõe, de forma direta e contundente, uma realidade histórica: nenhum povo ou grupo oprimido alcançou libertação pela boa vontade dos opressores. A escravidão, a segregação racial, o patriarcado e tantas outras formas de exploração só foram enfrentadas por meio da mobilização, da coragem e do enfrentamento.
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Ao lembrar que os sistemas de opressão se sustentam pela violência, pelo poder e pelo controle, Assata reforça que não é o “senso moral” ou a “bondade” dos dominadores que muda a realidade social. Caso contrário, injustiças históricas já teriam sido extintas apenas com pedidos ou discursos.
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Na prática, quem detém o poder raramente o abre mão por reconhecimento de injustiça. Ele só é desafiado e derrubado pela ação direta daqueles que sofrem as consequências da opressão.
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Fotos: Reprodução/Google
Essa reflexão é incômoda, mas necessária, porque rompe com a ideia de mudança social passiva e nos convoca à ação: a verdadeira transformação vem da resistência, da mobilização e da coletividade. O eco das palavras de Assata Shakur se mantém vivo porque a luta por igualdade racial, de gênero e justiça social continua sendo um desafio contemporâneo. Mais do que esperança, exige movimento, união e enfrentamento.
Em tempos de redes sociais, onde a indignação muitas vezes se limita a curtidas e compartilhamentos, o recado de Assata soa como um chamado: a liberdade não é dada, é conquistada.
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