Durante sua estada no país, Neeson conheceu casos concretos de vulnerabilidade infantil:
Em sua recente viagem ao Sudão do Sul, o Embaixador da Boa Vontade do UNICEF, Liam Neeson, testemunhou de perto o sofrimento de crianças cujas vidas foram profundamente afetadas por mudanças climáticas, pobreza, insegurança e cortes no financiamento internacional. A seguir, uma matéria estruturada com base nas informações divulgadas e dados confiáveis — com links para consulta direta.
Durante sua estada no país, Neeson conheceu casos concretos de vulnerabilidade infantil:
• Um menino de 14 meses, cujo nome é Augustino, recebe ajuda financeira para cuidados básicos.
• Uma bebê de 3 meses, chamada Eliana, vacinada contra a poliomielite.
• Um bebê de 7 meses, Lual, que está sendo tratado por desnutrição aguda grave.
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Ele descreveu que comunidades locais — com apoio do UNICEF, doadores e parceiros — “estão trabalhando incansavelmente” para dar assistência às crianças. Porém, alertou que os cortes globais de financiamento estão ameaçando programas que salvam vidas. “O mundo não pode virar as costas para crianças como as que conheci no Sudão do Sul,” declarou Liam Neeson.
Situação no Sudão do Sul: contexto crítico
Conflito, deslocamento e pobreza
O Sudão do Sul é o mais jovem país do mundo, declarado independente em 2011. A instabilidade política, os conflitos armados e os deslocamentos internos prolongados fazem com que milhões de crianças enfrentem risco constante. Estima-se que cerca de 4 em cada 5 crianças no país vivam em situação de pobreza multidimensional.
Impactos das mudanças climáticas
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O país está entre os mais vulneráveis do mundo à crise climática: índice “Children’s Climate Risk Index” indica risco muito elevado. Exemplos: cerca de 43 % das crianças são expostas a escassez de água e 68 % a temperaturas extremas. Inundações e secas recorrentes destroem colheitas, infraestruturas agrícolas e abrigos, agravando insegurança alimentar e risco nutricional.
Acesso à água potável ainda é extremamente limitado e impor restrições à saúde e escolaridade. Os serviços de nutrição são vulneráveis: muitos locais de tratamento estão fechando por falta de recursos. Em matéria de educação, segundo o UNICEF, os cortes globais no financiamento podem forçar 6 milhões de crianças a mais a ficarem fora da escola até 2026.
Financiamento em risco — porque isso importa

O UNICEF alerta que 14 milhões de crianças estão sob risco de interrupção do suporte nutricional em 2025, em função de cortes no auxílio global. No Sudão do Sul, mais de 200 unidades de tratamento de nutrição fecharam ou estão ameaçadas devido à crise de financiamento. Quando programas de nutrição, saúde, água ou educação são interrompidos, o efeito não é apenas perda de serviço: significa vidas que ficam em risco, deslocamentos, casamento infantil e vulnerabilidade ampliada.
A ação do UNICEF e o que ainda é necessário
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Fotos: Reprodução/Google
A agência mantém atividades no território, em parceria com comunidades locais, para saúde, nutrição, educação, água e saneamento (WASH). Um estudo de caso recente avalia as intervenções de adaptação climática do UNICEF na região leste/sul da África (incluindo Sudão do Sul) para ação nas frentes “Proteger”, “Empoderar” e “Reduzir” riscos.
Garantia de financiamento sustentável: sem isso, programas essenciais serão suspensos. Integração entre respostas de emergência e desenvolvimento: o país exige respostas imediatas (nutrição, abrigo, saúde) e a construção de serviços a longo prazo.Parcerias governo-comunidade: fortalecimento das estruturas locais para sustentar os resultados e garantir continuidade. Visibilidade e mobilização internacional: destacar a situação, conscientizar e pressionar pelas decisões políticas que protejam as crianças mais vulneráveis.
O relato de Liam Neeson e os dados do UNICEF pintam um cenário alarmante, mas não sem esperança. Há atuação em curso, mas ela está em risco se não houver comprometimento internacional renovado. A frase “o mundo não pode virar as costas” resume o apelo urgente que se estende não apenas ao Sudão do Sul, mas às crianças em situação semelhante em todos os continentes.
Fonte: com informações UNICEF
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