05 de Maio de 2026

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Celebridades - 24/02/2025

Lexa revela a luta contra a pré-eclâmpsia: 'Beirei a morte tentando salvar minha filha'

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Foto: Reprodução/Google

Pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morte materna no Brasil. Sofia nasceu 2 de fevereiro e morreu três dias depois.

O Fantástico de domingo, 23, falou com exclusividade com a cantora Lexa e seu marido, Ricardo Vianna, sobre a morte da filha do casal, Sofia. De casa, Lexa compartilhou a angústia e os desafios enfrentados durante sua gravidez ao médico Drauzio Varella.

 

"Beirei a morte tentando salvar minha filha", desabafa a cantora, em um relato emocionante que expõe a luta contra a pré-eclâmpsia e a força necessária para enfrentar essa difícil jornada. "O médico entrou e falou assim, olha, eu preciso te falar isso, mas na medicina a gente sempre vai escolher a mãe. E aí eu falei, eu vou até o meu limite, se possível. E eu realmente beirei a morte tentando salvar minha filha", diz a cantora.

 

A gravidez do casal foi revelada nas redes sociais em outubro do ano passado, três meses depois de Lexa descobrir que estava grávida. "Foi um sonho muito calculado, muito quisto e muito mentalizado. Não foi uma criança que, ai, foi um susto, foi sem querer, ai, eu não queria... não, eu queria muito."

 

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O primeiro ultrassom foi feito com seis semanas de gestação. "Tudo foi muito assistido desde o início. E imediatamente eu comecei meu pré-natal. Eu segui um pré-natal à risca, à risca, à risca." Lexa continuou a fazer shows e participou dos ensaios como rainha de bateria da escola de samba Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro, tudo com liberação médica.

 

Até que surgiu um alerta. "Meus exames estavam todos oks, mas a minha pressão sempre dava 12 por 8, 13 por alguma coisa e isso incomodava a Camila, minha doutora. E ela falou, faz um exame para gente ver qual é o seu índice para pré-eclâmpsia. Eu fiz e veio para alto índice de risco para pré-eclâmpsia."

 

Diagnóstico

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A pré-eclâmpsia é uma condição grave. Normalmente, uma das manifestações é o aumento da pressão arterial, mas também pode atacar rins, fígado e até o cérebro. É uma doença rápida, perigosa e silenciosa. "E ela falou: eu não vou te deixar em casa não, mesmo você se sentindo bem, porque eu estava me sentindo bem", contou.

 

Lexa foi internada com 24 semanas na Maternidade Santa Joana, em São Paulo. "Eu estava ali lutando, semana a semana, para segurar a gestação, porque eu sabia que quanto mais tempo da Soso na minha barriga, era uma possibilidade de vida dela", diz Lexa. Foram dezessete dias internada, quatro na UTI. Lexa teve a síndrome HELLP, uma forma grave da pré-eclâmpsia e a gestante passa a correr risco de morte.

 

HELLP é uma sigla em inglês. O H significa hemólise, uma destruição dos glóbulos vermelhos dentro do vaso. O EL é de elevação das enzimas hepaticas, um sinal de que o fígado está em sofrimento. E o LP, queda no número de plaquetas, o que pode levar a hemorragias. "Eu lembro de sentir uma dor de estômago muito forte, minha dor de cabeça não passava. Minha mão já estava de uma maneira que já não estava fechando mais", diz a cantora.

 

"O fígado começou a entrar em falência. Não tinha mais para onde ir, nem para mim, nem para ela." O parto foi marcado imediatamente. Sofia nasceu no dia 2 de fevereiro. "A minha filha nasceu com todas as coisas que eu estava sentindo. Ela nasceu com rins comprometidos, com fígado, com a pressão alterada. Muito pequenininha, mas muito linda", diz.

 

"O que mais me dói como marido e como pai é não poder fazer nada, né? Estar dentro de um hospital e ver minha filha entubada e não poder fazer nada sobre aquilo. Ver minha mulher que, de repente, com mais um dia na gestação, ela poderia não estar do meu lado. Então a gente é muito pequeno", diz Vianna, marido de Lexa.

 
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Sofia morreu três dias depois do parto. "Essa dor, a impressão que eu tenho é que não vai ter um dia da minha vida que eu não vá chorar. É muito difícil."Luto "Eu tô vivendo a minha dor e ela é grande, mas ela parece não ter fim. Mas é um processo e eu acho que daqui a pouco eu preciso juntar meus cacos, meu quebra-cabeça sem peça e continuar. Voltar a fazer o meu trabalho, voltar a fazer o que me faz feliz também, né? Meu trabalho me faz muito feliz. O final não é do jeito que eu queria. Eu entendi que na vida a gente nunca tem controle. Mas eu creio, eu creio mesmo que coisas boas acontecerão." 

 

Fonte: com informações Portal G1

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