Região do Lago do Puraquequara, em Manaus, enfrenta uma grave escassez de água. Entre 1º e 30 de setembro, o nível do Rio Negro caiu 6,59 metros, ficando a apenas 35 centímetros de uma nova marca histórica.
Apesar da abundância de recursos hídricos no Amazonas na maior parte do ano, o acesso à água potável tem sido um dos maiores desafios para os pescadores e trabalhadores da região do lago do Puraquequara, em Manaus, durante a seca severa que afeta o Rio Negro em 2024.
Por conta do estado crítico da vazante, a Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência com validade de 180 dias.Os pescadores e donos de estabelecimentos, como restaurantes e mercearias, que funcionam em flutuantes - construção de madeira sustentada por boias que flutuam em rios, estão atuando em uma marina provisória, localizada a 3 km do porto principal do bairro, que hoje está seco, tomado por mato e lama. A mudança, além de impactar no cotidiano dos trabalhadores, também afeta as atividades econômicas exercidas por eles, já que dificulta o acesso de clientes até o local.
A marina provisória, organizada pelos próprios trabalhadores da região, foi montada em um dos trechos mais profundos, conhecidos como "poços fundos", cujo o nível das águas mede entre 4 e 7 metros de profundidade, mesmo durante a estiagem. Apesar de distante, o ponto é o mais viável para atracar flutuantes e embarcações.
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Foto: Reprodução/Google
Para conseguir água potável, é preciso ir até a zona urbana de Manaus. Os barqueiros navegam pelos estreitos canais do lago até um ponto onde pequenas embarcações ainda conseguem atracar, depois caminham por um longo trecho até o local onde compram galões de água e fazem todo o mesmo trajeto de volta para revendê-los à comunidade que atualmente vive e trabalha na marina provisória.
O lago do Puraquequara não tem medição própria. Ele é formado pelo Rio Negro, que desde o início de setembro secou, em média, cerca de 22 centímetros por dia. Na terça-feira, 1º, o nível do rio foi medido em 13,05 metros, 35 centímetros acima da cota mais baixa já registrada em 121 anos de monitoramento, que foi de 12,70 metros.
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"A gente liga uma borracha que desce aqui pra servir todo mundo e fazer a comida, porque essa aqui não tem condições", afirmou.O g1 questionou a concessionária Águas de Manaus, responsável pela distribuição de água tratada na capital amazonense, para saber se há alguma solução prevista para o problema de abastecimento na nova marina, mas até o fechamento da matéria, não houve resposta.Também entramos em contato com a Prefeitura de Manaus questionando quais ações estão sendo tomadas para resolver os problemas enfrentados pelos pescadores da região durante a seca e aguardamos resposta.
Fonte: com informações do Portal G1
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