04 de Maio de 2026

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Segurança Pública - 24/05/2025

Justiça solta delegado Adriano Félix acusado de sequestro e tortura em operação da PF, mas impõe restrições

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Foto: Reprodução/Google

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Em uma reviravolta que causa indignação e levanta questionamentos sobre os limites da impunidade, o Poder Judiciário de Roraima revogou a prisão do delegado Adriano Félix, da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Ele é um dos principais investigados na operação Jeremias 22:17, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um episódio chocante de sequestro e tortura ocorrido em fevereiro de 2023, no município de Caracaraí, sul de Roraima.

 

Segundo as investigações, Félix e outros agentes da PC-AM, com apoio de policiais locais, teriam agido à margem da lei durante a apuração de um suposto roubo de cassiterita – minério altamente valorizado. A vítima, um homem inocente, foi brutalmente coagida com tapas, choques elétricos e ameaças, enquanto era forçada a entregar informações sobre o paradeiro de uma carga. Mesmo após as marcas de violência deixadas no corpo do homem e o terror psicológico imposto, a Justiça entendeu que não há mais riscos para o andamento da investigação e libertou o delegado.

 

A decisão foi assinada pela juíza Noêmia Cardoso, que alegou que a prisão temporária havia perdido sua razão de ser, pois não há indícios concretos de que a liberdade de Félix comprometeria a coleta de provas. Ainda assim, a magistrada impôs medidas cautelares severas, como o afastamento imediato do delegado de suas funções públicas no Amazonas. Outros policiais envolvidos seguem detidos.


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A vítima relatou que foi abordada por três homens armados que se identificaram como policiais civis e o conduziram sob falsas alegações. Durante o trajeto, o homem foi espancado, eletrocutado e ameaçado de ter sua motocicleta incendiada caso não colaborasse. O terror se estendeu por horas e por diferentes municípios até ser libertado, com apenas R$ 60 em mãos para voltar para casa.

 

A operação Jeremias 22:17 revelou indícios de um esquema criminoso envolvendo policiais que, além de tortura e sequestro, estariam escoltando cargas ilegais extraídas da Terra Indígena Yanomami, atuando como segurança clandestina e conduzindo investigações paralelas à margem da legalidade. Ao todo, sete mandados de prisão e 13 de busca e apreensão foram cumpridos nos estados do Amazonas, Roraima, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul.


Fotos: Reprodução/Google

 

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A soltura de Adriano Félix lança uma sombra sobre o combate à corrupção e à violência institucional no país. A defesa do delegado não foi localizada até o fechamento desta reportagem. Enquanto isso, a sociedade assiste, perplexa, à soltura de uma figura que deveria simbolizar a lei — mas que agora está no centro de uma das investigações mais perturbadoras já conduzidas pela Polícia Federal em território amazônico.

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