Além disso, um relatório aponta que, entre 2021 e 2023, o país registrou 164.199 vítimas de estupro e estupro de vulnerável na faixa etária de 0 a 19 anos.
A violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil é uma realidade alarmante que demanda atenção e ação imediata. Recentemente, Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, discutiu com o advogado e jornalista Antônio Penteado Mendonça os dados preocupantes sobre meninas de até 17 anos que engravidam como resultado de estupros no país.
De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, nos primeiros cinco meses de 2022, foram registradas 7.447 denúncias de estupro no Brasil. Dessas, 5.881 vítimas eram crianças ou adolescentes, representando quase 79% das denúncias . Além disso, um relatório aponta que, entre 2021 e 2023, o país registrou 164.199 vítimas de estupro e estupro de vulnerável na faixa etária de 0 a 19 anos.
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Gravidez Resultante de Estupro

Embora os dados específicos sobre o número de gestações decorrentes de estupro sejam escassos, sabe-se que a maioria das meninas que se tornam mães precocemente são negras e indígenas, residentes nas regiões Norte e Nordeste. A gestação infantil é de alto risco, com a razão de morte materna chegando a 117 a cada 100 mil nascidos vivos na região Norte, em 2022.
Perfil das Vítimas e Agressores

Fotos: Reprodução/Google
O 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que 88,2% das vítimas de estupro são meninas, 52,2% são negras e 61,6% têm no máximo 13 anos. Além disso, 84,7% dos agressores são familiares ou conhecidos das vítimas, e 61,7% dos crimes ocorrem nas residências das vítimas.
A falta de dados precisos sobre abusos que resultam em gravidez precoce é um desafio significativo no Brasil. Essa lacuna dificulta a implementação de políticas públicas eficazes para proteger crianças e adolescentes.
A presidente do Instituto Liberta, Luciana Temer ressalta a urgência de enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. É fundamental aprimorar a coleta de dados, fortalecer as políticas públicas e promover ações educativas para prevenir esses crimes e oferecer suporte adequado às vítimas.
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