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Economia - 02/06/2025

Imposto de Renda 2025: 2,9 milhões não enviaram declaração no prazo; saiba o que acontece

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Foto: Reprodução/Google

Multa para quem não entregou é de, no mínimo, R$ 165,74 ? e pode atingir 20% do imposto devido. A Receita Federal estimativa 46,2 milhões de declarações, mas recebeu 43,3 milhões até a data limite.

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2025 se encerrou às 23h59 desta sexta-feira (30), mas 2,9 milhões de brasileiros deixaram de cumprir com a obrigação fiscal — e agora enfrentam as consequências. A Receita Federal esperava receber 46,2 milhões de declarações, mas o número final ficou em 43,3 milhões. Quem não entregou no prazo já está sujeito a multas e outras penalidades que podem manchar o CPF, travar a vida financeira e até levar a dívidas judiciais.

 

O contribuinte que perdeu o prazo deve correr. A multa começa a contar a partir deste sábado, 31, com valor mínimo de R$ 165,74 e podendo chegar a 20% do imposto devido. Mesmo quem não tem imposto a pagar está sujeito à penalidade. A Receita não espera — e não perdoa: a multa é emitida junto com a chamada “Notificação de Lançamento”, acompanhada do Darf (Documento de Arrecadação) para pagamento imediato. O prazo para quitação é de 30 dias. Depois disso, entram em cena os juros da Selic, a inclusão do CPF na lista de inadimplentes do governo e, em casos extremos, a acusação formal de sonegação fiscal — crime previsto em lei.

 

Aqueles que ainda não declararam podem regularizar a situação usando os mesmos canais de quem entregou no prazo: o Programa Gerador de Declaração (PGD), o app Meu Imposto de Renda ou o portal e-CAC. Mas o atraso já deixou sua marca: o CPF do inadimplente pode ser registrado como irregular no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal), o que bloqueia desde empréstimos até matrícula em universidades, emissão de passaporte e participação em concursos públicos.


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As implicações não param por aí. Um CPF irregular compromete o score de crédito, impede financiamentos, pode levar a protestos em cartório e até ao bloqueio de valores em conta corrente. Em caso de execução judicial, há cobrança de custas processuais e honorários advocatícios, aumentando ainda mais a dívida.

 

Enquanto isso, a Receita divulgou um raio-X dos contribuintes que cumpriram o prazo: 56,4% receberão restituição; 22,2% terão imposto a pagar; e 21,2% ficaram em situação neutra. Mais da metade optou pelo modelo simplificado e 50,3% utilizaram a declaração pré-preenchida. Cerca de 6,9% precisaram retificar informações.


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Para quem ficou de fora, o alerta é claro: o tempo virou inimigo. Regularizar a situação agora é a única forma de evitar que uma simples omissão fiscal se transforme em um grande pesadelo jurídico e financeiro.

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