03 de Maio de 2026

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Economia - 19/08/2025

Ibovespa despenca 2% com queda de bancos após decisão de Dino que pode afetar Magnitsky; dólar sobe

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Foto: Reprodução/Google

Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,68%, cotada a R$ 5,4348. Já a bolsa de valores brasileira encerrou com uma alta de 0,72%, aos 137.322 pontos.

O mercado financeiro brasileiro viveu uma tarde de forte turbulência nesta terça-feira, 19. O Ibovespa, principal termômetro da Bolsa de Valores, despencou 2,29%, aos 134.173 pontos, enquanto o dólar saltou 1,06%, negociado a R$ 5,49. O pano de fundo da queda foi a polêmica decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que barrou restrições no Brasil “decorrentes de atos unilaterais estrangeiros” — medida interpretada por analistas como uma resposta direta ao alcance da Lei Magnitsky, dos Estados Unidos.

 

O recado de Dino ecoou imediatamente entre investidores, em especial no setor bancário, que liderou as perdas. A decisão, tomada em ação movida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), proíbe empresas e instituições que atuam no Brasil de aplicarem sanções derivadas de leis estrangeiras sem autorização expressa do STF. Na prática, o movimento coloca em xeque a aplicação de medidas como bloqueio de ativos, suspensão de contratos e restrições financeiras impostas por governos estrangeiros — como ocorreu recentemente com o ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA no fim de julho.

 

A tensão jurídica se somou ao ambiente global já carregado. Em Washington, Donald Trump recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acompanhado de líderes europeus, e acenou com a possibilidade de um acordo de paz “ainda nesta semana” para o conflito entre Rússia e Ucrânia. O encontro ocorreu apenas dois dias após Trump se reunir com Vladimir Putin, no Alasca, o que ampliou a especulação sobre o rumo das negociações. Moscou, por sua vez, disse não rejeitar qualquer formato de diálogo, elevando as expectativas de um desfecho diplomático.

 

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Enquanto isso, os mercados internacionais refletiram cautela. Em Nova York, os índices oscilaram diante da expectativa pelo simpósio de Jackson Hole, onde o Federal Reserve pode indicar novos rumos para a política monetária. Na Europa, o otimismo prevaleceu: as bolsas fecharam no nível mais alto em cinco meses, embaladas pela esperança de avanços no processo de paz. Já na Ásia, predominou a realização de lucros, com quedas em Xangai, Shenzhen, Tóquio e Hong Kong.

 

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O tom da sessão brasileira, no entanto, foi de alerta. Acumulando perdas de quase 3% em agosto e mais de 12% no ano, o Ibovespa mostra crescente vulnerabilidade a choques políticos e jurídicos internos, ao mesmo tempo em que precisa lidar com a instabilidade internacional. A disparada do dólar reforça o clima de aversão ao risco, em um cenário que promete ainda mais volatilidade nos próximos dias.


Fonte: com informações do g1

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