Apesar de existir certa melhoria em alguns indicativos, o sexo feminino ainda está em grande desvantagem em relação ao masculino
A igualdade de gênero ainda está longe de ser uma realidade no Brasil. No ambiente do trabalho, por exemplo, as mulheres continuam recebendo salários inferiores aos dos homens, enquanto em muitas ocasiões são sobrecarregadas com muito mais demandas do que pessoas do sexo masculino.
De acordo com uma pesquisa de Estatísticas de Gênero, Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apesar de existir certa melhoria em alguns indicativos, o sexo feminino ainda está em grande desvantagem em relação ao masculino. A situação é ainda pior para as negras.
Embora sejam maioria entre os formados na faculdade, as mulheres recebem 79% do salário dos homens. Isso ocorre porque, entre outras coisas, elas costumam trabalhar expedientes menores justamente porque perdem quase dez horas a mais do que seus parceiros em tarefas domésticas não remuneradas.
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Um outro indicador importante que aponta para um quadro de grande desigualdade é o fato de o Brasil ser o 133.º colocado no ranking de presença feminina no Parlamento, atrás de países como Bolívia e Senegal.
Entre a população com 25 anos ou mais de idade, 35,5% dos homens não tinham instrução ou possuíam apenas o fundamental incompleto, contra 32,7% das mulheres, de acordo com números de 2022. Por outro lado, a proporção de pessoas com nível superior completo foi de 16,8% entre as do sexo masculino e 21,3% entre as do sexo feminino.
Dados internacionais, da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reunidos pelo IBGE no novo trabalho evidenciam que a situação mais favorável às mulheres em relação à conclusão do ensino superior é comum para a grande maioria dos países membros e parceiros, com exceção da Índia, único onde os homens apresentam porcentual maior que o das mulheres.
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Fotos: Reprodução/Google
Em comparação aos outros países, o Brasil não aparece bem. O País é o quarto com menor porcentual de mulheres no ensino superior, com menos da metade do percentual alcançado pela média da OCDE (53,8%). Para se ter uma ideia, na Coreia do Sul, primeira do ranking internacional, o porcentual de mulheres com nível superior completo é de 60%.
Embora as mulheres estejam à frente dos homens nos indicadores educacionais, isso não se reflete ainda no mercado de trabalho e na remuneração.“O indicador de número médio de horas semanais dedicadas aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos é de extrema importância para dar visibilidade ao trabalho não remunerado, realizado, principalmente, pelas mulheres”, afirmaram os pesquisadores no trabalho.No Brasil, em 2022, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens (21,3 horas contra 11,7 horas).
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“Esse número é basicamente o mesmo ao longo da série histórica, desde 2016, dez horas de diferença para as tarefas não remuneradas”, afirmou a pesquisadora Bárbara Cobo, do IBGE. “A situação é pior no Nordeste e entre as pretas e pardas.”O recorte por cor ou raça indica, por sua vez, que as mulheres pretas ou pardas estavam ainda mais envolvidas com o trabalho doméstico não remunerado que as mulheres brancas (1,6 hora a mais), enquanto para os homens a cor e a raça declarada não afetou a dedicação a essas atividades.
Fonte: com informações do Portal Tudoep
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