Rosária Carmo é Professora, Mestre em Geologia e doutoranda pela UFAM
Por Rosária Carmo - A história da humanidade é também a história das mulheres que ousaram desafiar as correntes do tempo. Elas foram guerreiras, intelectuais, cientistas, líderes e visionárias. Enfrentaram opressões, romperam barreiras e, com coragem e determinação, abriram caminhos para as gerações futuras. De Rosa Luxemburgo, que combateu injustiças sociais, a Evita Perón, que levou esperança às massas; de Golda Meir, que guiou seu povo em tempos sombrios, a Benazir Bhutto, que desafiou tradições e pagou com a vida por sua coragem.
No Brasil, Clara Camarão empunhou armas na luta contra invasores, enquanto Nísia Floresta e Chiquinha Gonzaga abriram caminhos com palavras e música. Dilma Rousseff rompeu barreiras na política, enfrentando perseguição e machismo. Na ciência, Bertha Lutz e Jaqueline Goes de Jesus demonstraram que a revolução também acontece nos estudos e laboratórios — esta última sendo essencial no sequenciamento do genoma do coronavírus no Brasil.
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Rosária Carmo é Professora, Mestre em Geologia e doutoranda pela UFAM
Das águas e florestas da Amazônia, emergem vozes poderosas. Maria do Espírito Santo, ativista ambiental assassinada por defender a floresta, segue como símbolo da luta contra a destruição ambiental. Maria Auxiliadora, seringueira inspirada em Chico Mendes, dedicou sua vida à defesa das comunidades extrativistas. E Luana Kumaruara, liderança indígena do povo Kumaruara, continua a luta pelos direitos dos povos originários, pela preservação da Amazônia e pela valorização do conhecimento ancestral.

E que ressoem, com força e dignidade, as vozes das mulheres trans, que seguem abrindo caminhos por um futuro mais justo. De Dandara dos Palmares a Erika Hilton, sua luta é parte essencial da resistência feminina.

Essas mulheres não apenas viveram suas histórias; elas escreveram a história. E essa narrativa não está concluída. Que seus direitos sejam reconhecidos com equidade de gênero, garantindo que todas tenham voz, oportunidades e respeito. A luta feminina é contínua e coletiva, e cada nova geração tem o poder e a responsabilidade de avançar ainda mais.

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Fotos: Reprodução/Google
Salve a força feminina, que deve ser transmitida, valorizada e respeitada!
Rosária Carmo é Professora, Mestre em Geologia e doutoranda pela UFAM
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