Nesta terça, ao participar da abertura dos Diálogos Econômicos Brasil-França, em Paris, o ministro Fernando Haddad disse que parceria é "crucial em tempos de incertezas e desafios globais"
Nesta terça, 1º, o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, participou da abertura dos Diálogos Econômicos Brasil-França, em Paris, ao lado de seu colega Éric Lombard. Em discurso, Haddad defendeu que os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países e a concordância de ambos quanto à necessidade de reverter a destruição ambiental em curso, e também em relação ao dever de países, cidadãos e empresas mais ricos contribuírem com maior afinco no financiamento para enfrentar desafios globais, podem fortalecer as ações internacionais em relação a esses temas.
"Além de compartilharmos valores e princípios universais, como a defesa intransigente da democracia, a centralidade do multilateralismo e a importância da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável, nossos povos estão unidos por laços culturais desenvolvidos ao longo de 200 anos", afirmou Haddad.
Segundo o ministro, o encontro realizado nesta terça foi uma tarefa dada pelos presidentes Lula e Emmanuel Macron, como meio de pavimentar visita de Estado do brasileiro, ainda sem data firmada, mas anunciada por Haddad como "vindoura". "Temos a oportunidade de continuar a trabalhar pelo adensamento da cooperação econômica, com especial atenção à área e financiamento para a transformação ecológica, bem como à construção de uma tributação mais justa e ao desenvolvimento de projetos econômicos estratégicos", disse.
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Sobre a tributação, Haddad foi mais enfático em outro trecho do discurso, que durou pouco mais de dez minutos: "Ambos os países têm se unido em torno da necessidade de uma tributação mais justa, apoiando a tributação de indivíduos super-ricos, como consubstanciado na Declaração sobre Cooperação Tributária Internacional e o documento final da Cúpula do G20 no Rio de Janeiro".
O ministro da Fazenda ressaltou a urgência e a inevitabilidade de se enfrentar o desafio climático. Segundo ele, a História julgará os atuais líderes pelo que fizerem - ou deixarem de fazer - para reverter o quadro ambiental em que se encontra o planeta. "A falta de ambição nas reformas necessárias ao enfrentamento dos efeitos extremos causados pelas mudanças climáticas será vista como uma falta de compromisso, pois não haverá liderança global no século XXI que não seja definida pela liderança climática", afirmou.
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Fotos: Reprodução/Google
Embora tenha ressaltado a importância do multilateralismo e do papel de instrumentos como o G20 e a COP 30, que o Brasil sediará em novembro, Haddad não fez menção alguma a recentes medidas tarifárias dos Estados Unidos ou aos rompimentos diplomáticos daquele país com compromissos internacionais, como o Acordo de Paris.
Fonte: com informações da Agência Gov
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