O renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado morreu nesta sexta-feira, 23, aos 81 anos. Neste texto, a IstoÉ relembra o artigo publicado ?Unesco Courier? sobre o livro Amazônia, publicado em 2021
Céus cheios de nuvens escuras, moradores da floresta capturados na intimidade de suas vidas diárias, montanhas emergindo da vegetação. A Amazônia que Sebastião Salgado nos mostra não é de clichês – toda exuberância e cores vivas, com variações de folhagem verde brilhante, terra roxa e rios irrigando a floresta. Ao contrário, as imagens de Salgado retratam um mundo em claro-escuro, grandioso, complexo. Frágil também.
Com seu livro Amazônia, publicado em 2021, o fotojornalista brasileiro homenageia a beleza da floresta amazônica, que ele dizia acreditar que ainda não é tarde para salvar. “Meu desejo, com todo meu coração, com toda minha energia, com toda a paixão que possuo, é que daqui a 50 anos este livro não se assemelhe ao registro de um mundo perdido”, disse Salgado. “A Amazônia deve continuar viva.”
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Retorno da biodiversidade
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Em 1998, Salgado e sua esposa, Lélia, fundaram o Instituto Terra, localizado na fazenda da família do fotógrafo, no vale do rio Doce. Para recuperar essa terra degradada pela erosão, o casal estabeleceu um programa de reflorestamento em Minas Gerais, plantando 3 milhões de árvores em 20 anos.
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“Toda a biodiversidade voltou, até as onças, que se julgavam extintas em nossa região”, entusiasmou-se o fotógrafo. O Instituto, que faz parte da reserva da biosfera da Mata Atlântica da Unesco, também tem vocação educativa, de conscientização sobre o meio ambiente. Todos esses são objetivos do programa O Homem e a Biosfera (MAB ) da Unesco – que completou 50 anos em 2021, e com o qual Salgado está ativamente envolvido.
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Fotos: Reprodução/Google
Amazônia também virou uma exposição de fotografia. Depois de Paris, Roma e Londres, ela passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Manchester em 2022. As imagens de Sebastião Salgado também foram expostas nas comemorações dos 75 anos da Unesco, em novembro de 2021.
Fonte: com informações da Revista IstoÉ
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