Um mês após incêndios em LA, 67ª edição da festa tem estrela pop em busca do seu primeiro prêmio de álbum do ano
Diante das chamas que se espalharam a partir do início de janeiro e devastaram a cidade de Los Angeles, o presidente da Academia Nacional de Artes e Ciências de Gravação, Harvey Mason Jr., se viu diante de uma das decisões mais importantes da sua vida: o que fazer da 67ª edição do Grammy Awards, marcada para este domingo, 2/2, na Crypto.com Arena? De um lado, havia os que achavam mau gosto fazer festa num momento em que tantos músicos (e demais pessoas) na cidade tiveram suas casas (e, quando não, todo o seu patrimônio) reduzido a cinzas.
De outro, toda a dificuldade em adiar um evento com uma logística tão complexa. Pois Mason optou por seguir com o Grammy.A vez de Beyoncé Sendo assim, com uma cerimônia preliminar que começa às 17h30 do horário de Brasília (com transmissão pelo YouTube e pelo site oficial do Grammy) e uma principal, a partir das 22h (que será exibida pelo canal TNT e pelo streaming Max), o Grammy cumpre a sua jornada, em um ano que — como é de costume — traz disputas acirradas e dá muito o que falar nas redes.
Mais uma vez, o centro das atenções é a cantora Beyoncé, artista com mais indicações ao Grammy em 2025 (11) e, agora, também recordista de indicações na história do prêmio (99 ao todo, ultrapassando o recordista anterior, seu marido, o rapper Jay-Z, com 88). Toda a questão é: será que finalmente a artista mais premiada de todo o Grammy (32 estatuetas) finalmente conseguirá aquela que lhe falta — justamente a principal —, a de álbum do ano Ela concorre com “Cowboy Carter”, disco-manifesto que foi o acontecimento cultural de 2024, ao reivindicar para os negros o protagonismo na música country.
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A vitória de Beyoncé será algo bonito de se ver, afinal até hoje, apenas três mulheres negras levaram um Grammy na categoria: Natalie Cole, Whitney Houston e Lauryn Hill. E, todas elas, nos já distantes anos 1990.Em 2025, Beyoncé tem alguns conhecidos pesos pesados na disputa pelas premiações principais: Taylor Swift (com o álbum “The Tortured Poets Department”, cujo lançamento ela anunciou na cerimônia do Grammy no ano passado), Kendrick Lamar e Billie Eilish. Eles chegam ao lado de Sabrina Carpenter, Chappell Roan e Charli XCX, jovens cantoras que despontaram no cenário ano passado, com muita disposição e saudáveis provocações.
Como o Grammy é, fundamentalmente, um espetáculo televisivo, não faltarão, mesmo neste ano de exceção, um bom punhado de números musicais. Billie, Chapell, Sabrina e Charli estão entre os artistas que se apresentarão ao longo da festa, juntamente com Shakira, a emergente MC Doechii (que concorre nas categorias de artista revelação, álbum de rap e performance de rap), o cantor de rock Benson Boone, entre outros nomes de destaque.
Além desses shows e de todo tipo de lembrança de que ainda há muito o que se fazer por uma Los Angeles incendiada, está prevista uma grande uma homenagem a Quincy Jones, o visionário produtor (de álbuns como o “Thriller”, de Michael Jackson) que morreu aos 91 anos no ano passado com 28 Grammys na estante de casa — em premiações na festa, ele ficou atrás apenas de Beyoncé (32) e do maestro clássico Georg Solti 31.
Brasileiros no páreo
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Fotos: Reprodução/Google
Anitta, que em 2023 havia concorrido ao Grammy na categoria de artista do ano, volta a representar o Brasil na festa, com “Funk Generation”, indicado ao prêmio de álbum de pop latino, ao lado de discos de Shakira, Kali Uchis, Luis Fonsi e Kany García. Já Milton Nascimento vai a Los Angeles à espera de que “Milton + Esperanza”, álbum gravado com a contrabaixista e cantora americana Esperanza Spalding leve o Grammy de álbum de jazz vocal (disputando, entre outros, com a também já vencedora do Grammy e cantora revelação do jazz Samara Joy).
Já na categoria de álbum de jazz latino, concorrem dois discos com DNA brasileiro: “Time and again”, da pianista e cantora paulistana radicada em Nova York Eliane Elias (que já recebeu seis indicações ao prêmio e levou dois para casa); e “Collab”, do bandolinista Hamilton de Holanda (em sua estreia no Grammy) com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba.
Fonte: com informações O Globo
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