04 de Maio de 2026

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Educação - 20/05/2025

Governo do Acre investe em educação indígena em 12 cidades

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Foto: Reprodução/Google

Um dos diferenciais do projeto é a inserção dos Agentes Agroflorestais Indígenas como educadores ambientais nas escolas.

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), está promovendo uma educação escolar indígena mais integrada e culturalmente alinhada às comunidades indígenas. Com o apoio financeiro do Programa REM Acre – Fase II, mais de 6.500 estudantes de 142 escolas indígenas em 12 municípios estão sendo beneficiados por um modelo intercultural diferenciado que une saberes indígenas e ocidentais, com participação ativa dos Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs).

 

A iniciativa faz parte do projeto “Educação Intercultural Diferenciada Indígena”, integrante do subprograma Territórios Indígenas do Programa REM Acre – Fase II, que desde 2019 tem impulsionado ações para fortalecer as identidades culturais, proteger os territórios e assegurar que jovens indígenas recebam uma formação escolar que respeite seus valores e modos de vida.

 

“Trabalhamos tanto os conhecimentos indígenas quanto os “não indígenas” dentro do processo de escolarização, com o objetivo de transformar os saberes locais em conteúdo pedagógico”, explica Francisco Charles Fernandes Falcão, chefe do Departamento de Gestão Escolar Indígena (DEEIND/See).

 

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Desde sua criação em 1999, a Educação Escolar Indígena no Acre é uma referência de iniciativas educacionais, e com o apoio recente do REM essas práticas pedagógicas inovadoras se consolidaram, como a participação de professores e AAFIs, lideranças indígenas nos processos educacionais, e a realização de 52 oficinas curriculares voltadas para os saberes etnoculturais, ambientais e práticas de manejos ancestrais para o conceito indígena de bem viver.

 

A coordenadora-geral do Programa REM Acre – Fase II, Marta Azevedo, destaca a importância da iniciativa, “esse projeto tem contribuído com a formação pedagógica de professores indígenas e integrado os Agentes Agroflorestais Indígenas ao ambiente escolar, fortalecendo os saberes locais e a gestão do território, além de ser uma ferramenta para a políticas de soberania alimentar das comunidades”, pontua.

 

Integração com os Agentes Agroflorestais Indígenas

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Um dos diferenciais do projeto é a inserção dos Agentes Agroflorestais Indígenas como educadores ambientais nas escolas. Eles atuam na transmissão de conhecimentos sobre a floresta, práticas tradicionais (semear, plantar, colher) e gestão territorial, contribuindo diretamente para a formação dos estudantes.

 
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Na escola indígena Huni Kui Yube, no Alto Rio Envira, em Feijó, os resultados já são visíveis. “Os agentes agroflorestais trouxeram uma grande contribuição na alimentação escolar, ensinando o tempo certo de plantar e colher. Isso garante uma merenda de qualidade, com alimentos produzidos na própria comunidade”, afirma o professor Antônio José Gomes da Silva.O projeto dos AAFIs também apoia práticas sustentáveis de produção, conservação da biodiversidade, vigilância territorial e assistência técnica adequada à cultura local.

 

Fonte: com informações Cenarium

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