Um dos diferenciais do projeto é a inserção dos Agentes Agroflorestais Indígenas como educadores ambientais nas escolas.
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), está promovendo uma educação escolar indígena mais integrada e culturalmente alinhada às comunidades indígenas. Com o apoio financeiro do Programa REM Acre – Fase II, mais de 6.500 estudantes de 142 escolas indígenas em 12 municípios estão sendo beneficiados por um modelo intercultural diferenciado que une saberes indígenas e ocidentais, com participação ativa dos Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs).
A iniciativa faz parte do projeto “Educação Intercultural Diferenciada Indígena”, integrante do subprograma Territórios Indígenas do Programa REM Acre – Fase II, que desde 2019 tem impulsionado ações para fortalecer as identidades culturais, proteger os territórios e assegurar que jovens indígenas recebam uma formação escolar que respeite seus valores e modos de vida.
“Trabalhamos tanto os conhecimentos indígenas quanto os “não indígenas” dentro do processo de escolarização, com o objetivo de transformar os saberes locais em conteúdo pedagógico”, explica Francisco Charles Fernandes Falcão, chefe do Departamento de Gestão Escolar Indígena (DEEIND/See).
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Desde sua criação em 1999, a Educação Escolar Indígena no Acre é uma referência de iniciativas educacionais, e com o apoio recente do REM essas práticas pedagógicas inovadoras se consolidaram, como a participação de professores e AAFIs, lideranças indígenas nos processos educacionais, e a realização de 52 oficinas curriculares voltadas para os saberes etnoculturais, ambientais e práticas de manejos ancestrais para o conceito indígena de bem viver.
A coordenadora-geral do Programa REM Acre – Fase II, Marta Azevedo, destaca a importância da iniciativa, “esse projeto tem contribuído com a formação pedagógica de professores indígenas e integrado os Agentes Agroflorestais Indígenas ao ambiente escolar, fortalecendo os saberes locais e a gestão do território, além de ser uma ferramenta para a políticas de soberania alimentar das comunidades”, pontua.
Integração com os Agentes Agroflorestais Indígenas

Fotos: Reprodução/Google
Um dos diferenciais do projeto é a inserção dos Agentes Agroflorestais Indígenas como educadores ambientais nas escolas. Eles atuam na transmissão de conhecimentos sobre a floresta, práticas tradicionais (semear, plantar, colher) e gestão territorial, contribuindo diretamente para a formação dos estudantes.
Na escola indígena Huni Kui Yube, no Alto Rio Envira, em Feijó, os resultados já são visíveis. “Os agentes agroflorestais trouxeram uma grande contribuição na alimentação escolar, ensinando o tempo certo de plantar e colher. Isso garante uma merenda de qualidade, com alimentos produzidos na própria comunidade”, afirma o professor Antônio José Gomes da Silva.O projeto dos AAFIs também apoia práticas sustentáveis de produção, conservação da biodiversidade, vigilância territorial e assistência técnica adequada à cultura local.
Fonte: com informações Cenarium
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