Fala da ministra ocorreu antes da reunião ? prevista para este domingo ? entre presidentes do Senado, Alcolumbre, da Câmara, Motta, e o ministro da Fazenda, Haddad
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI), Gleisi Hoffmann, ressaltou neste domingo, 8/6, manter os diálogos com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para definir ajustes que manterão o equilíbrio fiscal.
Feita pelo seu perfil no X, a declaração da ministra ocorreu horas antes da reunião — prevista para 18h deste domingo — entre líderes das Casas e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para definir metas fiscais. "Estamos dialogando com os líderes do Congresso, com os presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre, para fazer alguns ajustes para manter o equilíbrio fiscal", escreveu Gleisi.
Na publicação, ela também criticou o que classificou como especuladores ou pessoas que "torcem contra" o país. Segundo a ministra, "o compromisso" de Lula é manter o país na rota do desenvolvimento. Enquanto alguns especulam e outros torcem contra o país, Lula trabalha com seriedade e confiança por um Brasil melhor".
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A reunião entre Haddad e líderes do Legislativo ocorrerá em meio ao anúncio de aumento desastrado das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva em maio.
A ideia do encontro deste domingo é construir um acordo para bancar reformas estruturais, já que, em véspera de ano eleitoral, o Legislativo já avisou que não vai mais pagar a conta — em sentido político — da gastança do governo, que enfrenta uma crise de popularidade e aposta na expansão de programas sociais para melhorar sua imagem.
"Nos últimos dias, tivemos a oportunidade de realmente entrar nessa agenda (de reformas). E isso, penso eu, foi fortalecido, empurrado diante dessa última decisão do governo em mais uma vez anunciar aumento de impostos", disse Motta, no sábado, 7/6, em evento do Grupo Esfera, no Guarujá (SP).
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Fotos: Reprodução/Google
Apesar de reconhecer que o crescimento desenfreado de despesas obrigatórias não começou no atual governo, ele defendeu que já é hora de resolver o problema. "Chegamos a um ponto de inflexão. Estamos em uma encruzilhada e chegou a hora de decidir o nosso destino. Esse é um dos raros momentos em que o país precisa escolher entre adiar o inevitável ou enfrentar o inadiável", disse o presidente da Câmara. Ele argumentou, ainda, que o país está "aprisionado" pelos "interesses de poucos em detrimento de muitos". O modelo atual, afirmou, é de um Estado que "gasta muito, entrega pouco e cobra cada vez mais de quem produz".
Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense
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