Gleisi Hoffmann
Gleisi caminha na política com a mesma determinação franciscana que aprendeu com as irmãs bernardinas, quando ainda era uma criança: consciência solidária, fiel ao que acredita e um profundo respeito pelo ser humano e pela natureza. Depois, já sob influência dos jesuítas, no Colégio Medianeira, abraçou o princípio da construção e o compromisso de trabalhar por um mundo mais justo.
Mas foi a Teologia da Libertação que lhe fez militante e líder estudantil secundarista. Na Umesc, na Upes e na Ubes aprendeu a arte da política que o só o movimento estudantil sabe ensinar. Ali também, descobriu a importância da militância partidária, se organizando no PCdoB.
Em 1989, com o Muro de Berlim desabando e com ele se erguendo uma crise na esquerda mundial, Gleisi foi para o Partido dos Trabalhadores (PT), no ano que Lula disputava sua primeira eleição presidencial. O PT se consolidou na crise da esquerda comunista no mundo. Cresceu no fim da Guerra Fria e se fez alternativa de poder no Brasil.
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Em 2017, quando assume a presidência do PT, seu preparo político e teórico serviu de base para enfrentar uma crise instaurada pelas forças de direita contra o partido e contra a democracia. Não vacilou. Enfrentou com intrepidez e dedo em riste a horda golpista.
À frente do partido, Gleisi teve que encarar o infortúnio de ver Lula ser preso pela lawfare montada por Moro e sua turba de Curitiba. Não se abateu e partiu para organizar a resistência. Comitês foram montados em todo Brasil e em Curitiba. A militância nunca deixou Lula acordar sem um “bom-dia, presidente”.
Foi essa mulher que conheci quando eu também fazia movimento estudantil secundarista, no Amazonas, na primeira metade dos anos 80. Ela carrega na sua alma a força da mulher brasileira. É uma daquelas Marias que sabe dividir o pão para todos seus filhos, mesmo na escassez. Que sabe ser leal aos seus princípios e dele oxigenar seu espírito de luta.
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Gleisi foi Secretária de Estado, candidata à prefeitura de Curitiba e ao governo do Paraná. Foi ministra e senadora. Representando o PT com muita altivez e competência. É firme nos princípios e habilidosa no jogo político.
No impeachment da Dilma, lembro do trio Gleisi Hoffmann, Lindemberg Farias e Vanessa Grazziottin, três senadores, um tanque de resistência para enfrentar os golpistas. Quanto orgulho, senti desse camarada e dessas duas camaradas. Que belo exemplo de força e coragem.
Gleisi Hoffmann é uma mulher do Brasil, num país onde a mulher precisa ter muita determinação para viver com dignidade, diante do machismo exacerbado, da misoginia criminosa e dos ataques mentirosos. Ela aprendeu e aplica desde cedo que o amor é uma arma implacável contra o ódio e que é na luta que se constrói a justiça social, a solidariedade entre os povos e a relação fraterna entre os seres humanos.
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Fotos: Reprodução/Google
É com esse sentimento que Gleisi assumiu o cargo de ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), terá a incumbência de fazer a articulação política do governo Lula. Será uma flor de cerejeira nesse jardim de orquídeas, magnólias, begônias e cravinas espalhadas pelo Brasil afora.
Fonte: com informações do Portal PT Amazonas
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