03 de Maio de 2026

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Economia - 18/09/2025

Gasolina sobe mais de 50% no Amazonas após privatização de refinaria; ANP pede explicações

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Foto: Reprodução/Google

Desde a privatização da Refinaria de Manaus (Ream), em 2022, o preço da gasolina no Amazonas disparou e alcançou alta de 52,6%, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na subseção da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Em dezembro de 2022, o litro da gasolina custava R$ 4,60. Em agosto de 2025, chegou a R$ 7,02, em trajetória contínua de alta.

 

Um boletim do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás (Ineep), divulgado na segunda-feira, 15, mostra que a Região Norte registrou o maior preço médio da gasolina no País em agosto de 2025: R$ 6,19 por litro, puxado por Amazonas e Acre. A média nacional foi de R$ 6,19, enquanto o Sudeste teve o menor valor, R$ 6,05.

 

A Ream, que em 2022 refinava, em média, mais de 900 mil barris de petróleo por mês, praticamente deixou de produzir combustíveis e opera hoje apenas como base logística. Em 2025, processou petróleo somente em março (296 mil barris) e abril (114 mil barris), em quantidades consideradas irrisórias.

 

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“Hoje a Ream, controlada pelo grupo Atem, deixou de processar o petróleo extraído em Urucu (AM). Essa mudança limitou sua operação e transferiu a atividade para São Paulo, encarecendo ainda mais o preço final para os consumidores amazonenses, que já estão entre os que mais pagam pela gasolina e pelo gás de cozinha no País”, destacou Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

 

As informações fazem parte de documento encaminhado pela FUP e pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto denuncia os impactos da privatização e propõe alternativas para retomar o refino no estado. O estudo do Ineep aponta redução drástica da atividade de refino, aumento da dependência de importação de combustíveis, precarização das condições de trabalho, demissões em massa, perda bilionária de arrecadação e risco de transformar a Ream em simples terminal de armazenamento.

 

As entidades sugerem duas medidas ao governo federal: reverter a privatização, reincorporando a refinaria à Petrobras; ou firmar parceria operacional com o atual proprietário para garantir que o petróleo de Urucu volte a ser processado no Amazonas. “Essas ações visam reduzir custos logísticos, reativar empregos qualificados, fortalecer a economia regional e garantir preços mais justos para a população”, afirmou Bacelar. O documento também defende a inclusão do Amazonas na estratégia nacional de energia, com a Petrobras retomando papel central no setor de refino e no desenvolvimento econômico e social do País.

 

ANP confirma cobrança à Ream

 

 

Foto: Reprodução/Google

 


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que notificou a Refinaria Ream, em Manaus, para que cumpra dispositivos da regulação referentes à atividade de refino. A resposta foi enviada na última sexta-feira, 12, após questionamentos levantados pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) e noticiados anteriormente pela Revista Cenarium.Em nota, a agência informou que encaminhou ofício à empresa “indicando a necessidade de atendimento a dispositivos da regulação, no que se refere à prática do refino”. Segundo a ANP, caso haja descumprimento, as penalidades aplicáveis estão previstas na Lei nº 9.847, de 1999, além de consequências descritas na Resolução nº 852/2021.

 

A manifestação ocorre em meio às críticas do Sindipetro-AM sobre a reestruturação promovida pelo Grupo Atem, controlador da Ream, que reduziu a unidade à condição de “gerência de terminal terrestre”, sem referência à atividade de refino. Para o sindicato, a medida esvazia a justificativa da privatização e pode representar descumprimento de compromissos assumidos com a ANP.

 
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A autarquia também negou omissão quanto ao acesso a processos administrativos solicitados pelo sindicato. De acordo com a ANP, o pedido de cópias integrais é recente e estava dentro do prazo legal de análise, tendo sido respondido no mesmo dia 12. Até o momento, a Ream/Grupo Atem não se manifestou sobre as cobranças formais da ANP nem sobre as críticas do sindicato a respeito da paralisação das operações e da mudança na estrutura organizacional da refinaria. 

 

Fonte: com informaçõesCenarium

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