O grid ainda é masculino: a pilota Bia Figueiredo detalha as barreiras culturais, financeiras e o caminho para a mudança
Mulheres representam 3 em cada 4 novos fãs da Fórmula 1. Os dados são da Pesquisa Global de Fãs de F1, realizada a cada quatro anos por Fórmula 1 e Motorsport Network. Embora elas estejam cada vez mais interessadas e envolvidas com o esporte, o grid segue composto exclusivamente por homens.
Com a chegada do Grande Prêmio de São Paulo, volta à tona uma questão antiga: por que ainda não há mulheres competindo na principal categoria do automobilismo mundial?
Para responder a essa questão, conversamos com Bia Figueiredo — primeira pilota a vencer os campeonatos Indy Lights e Copa Truck, pioneira na Stock Car Brasil e integrante da Comissão Feminina da da Confederação Brasileira de Automobilismo. “Mulher no volante, perigo constante”, diz o ditado. Ainda que o mito seja popular, não é o que comprovam os recentes dados divulgados pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-SP). Entre janeiro e abril de 2024:
Veja também

Astronauta que ficou nove meses 'presa' no espaço decide se aposentar
Brasileiras ganham destaque na lista Forbes 50 Over 50
Foto: Reprodução/Google
87,33% das ocorrências fatais registradas na capital envolveram motoristas homens.
Apenas 8,99% das ocorrências fatais tinham mulheres ao volante.
O mito já foi desconstruído, mas sua lógica persiste — e se reflete também na ausência de mulheres no automobilismo. Em ambos os casos, trata-se de uma questão, sobretudo, cultural. Pela primeira vez na história, três mulheres brasileiras competem no automobilismo internacional. Somando às categorias nacionais, são 23 pilotas brasileiras em atividade nas competições profissionais. Apesar de ser um marco histórico, o número ainda é pequeno quando comparado à presença masculina no esporte.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
“Quando a gente assiste a um campeonato brasileiro de kart, de 500 homens, a gente tem 5, 6 meninas. É muito difícil conseguir encontrar os grandes talentos se essa porcentagem é tão pequena”, diz a a pilota, enquanto aponta para um problema cultural. Embora os números comprovem que as mulheres dirigem melhor e com mais cautela, elas ainda são, desde cedo, direcionadas a atividades domésticas, enquanto os meninos são incentivados a explorar o o esporte, a velocidade e o risco. Sem o incentivo dentro de casa, dificilmente as jovens buscarão a carreira no automobilismo, como aponta Beatriz.
Fonte: com informações Claudia
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.