Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, liderava um esquema focado na produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil; ao todo, 10 vítimas já foram identificadas
O piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, preso na segunda-feira, 9, no Aeroporto de Congonhas, suspeito de praticar exploração sexual com crianças e adolescentes, utilizava documentos falsos para levar os menores a motéis para poder cometer os crimes. "O documento não era delas, era de maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com oito anos", revelou a delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), durante uma coletiva de imprensa feita para detalhar informações da "Operação Apertem os Cintos", que culminou na prisão do piloto.
Segundo as investigações, ele seria o "cabeça" do esquema que contava com uma divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos, focados na produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil, aliciamento de crianças, estupro e prostituição dos menores.O piloto teria realizado pagamentos em troca de imagens relacionadas a crimes de abuso e exploração sexual infantil, chegando inclusive a custear aluguel para obter o material ilícito. O valor variava de R$ 50 a R$ 100.
Ao todo, 10 vítimas já foram identificadas -- todas com idades entre 10 e 14 anos na época do crime. No entanto, a polícia acredita que este número possa ser muito maior, já que Sérgio pratica os abusos há pelo menos oito anos. Além dele, duas mulheres, a avó de três crianças e a mãe de uma outra criança, foram detidas suspeitas de armazenar e vender imagens das menores ao piloto.Momento da prisão do piloto
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Foto: Reprodução/Google
Segundo apuração da CNN Brasil, a aeronave já estava pronta para o voo quando autoridades solicitaram o acionamento do piloto de emergência, após a confirmação da ordem judicial. Sérgio Antonio Lopes foi retirado do avião e preso ainda na área operacional do aeroporto. Segundo as investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Sérgio é suspeito de manter uma rede que abusava de crianças e vender materiais de pornografia infantil.
Fonte: com informações CNN Brasil
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