22 de Junho de 2026

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Política - 09/04/2026

Ex-secretário de Bolsonaro atua na defesa de Vorcaro por R$ 3,8 milhões

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo Fabio Wajngarten, o contrato de prestação de serviço possui cláusulas de confidencialidade, por causa disso não pode ser divulgado

O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro (PL) Fabio Wajngarten atua na defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por meio de sua empresa, WF Comunicação. De acordo com documentos enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, a WF recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do Master em 2025.

 

Em nota enviada à IstoÉ, Wajngarten informou que foi apresentado a Vorcaro no primeiro semestre de 2025 por meio de advogados do ex-banqueiro, “passando a integrar a equipe de defesa dele, da qual faço parte até o presente momento”. Ainda segundo Fabio Wajngarten o contrato de prestação de serviço possui cláusulas de confidencialidade, por causa disso não pode ser divulgado. “Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que sai de qualquer cargo público há mais de 5 anos”, finalizou.

 

Ao longo do último ano, diversos advogados tiveram passagem pela defesa de Vorcaro, entre eles Walfrido Warde, Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo. Atualmente, a defesa do ex-banqueiro é feita por Leonardo e José Luis Oliveira Lima, conhecido como “Juca”.

 

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Daniela Vorcaro encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), e negocia um acordo de delação premiada. Ele foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. No mesmo período, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

 

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Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Os documentos do Master enviados ao Congresso também apontam repasses milionários a escritórios de advocacia e empresas ligadas ao ex-presidente Michel Temer (MDB), Antônio Rueda (União Brasil), ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski. Além disso, houve pagamento de R$ 80 milhões para o escritório Barci Moraes Sociedade de Advogados, da esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

 

Fonte; com informações da Revista IstoÉ  

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