Justiça do DF aponta detalhes que justificaram a prisão temporária de Lauro Curvo. Segundo a decisão, o ex-médico apresentou versões contraditórias à polícia
A Justiça do Distrito Federal aponta fortes indícios para o envolvimento do ex-médico Lauro Estevão Vaz na morte da mãe, Zely Curvo, 94 anos. A idosa morreu após o apartamento dela ser consumido por um incêndio, em Águas Claras. O Correio obteve acesso com exclusividade à decisão judicial que culminou na prisão de Lauro. O documento, assinado pelo desembargador Mário-Zam Belmiro, revela os motivos da detenção e confirmam que o ex-médico saiu do imóvel da mãe cinco minutos antes do incêndio.
Lauro foi preso temporariamente nessa sexta-feira, 14/6, 14 dias após o incêndio. Antes, ele chegou a ser autuado pela Polícia Civil por fraude processual, depois de burlar a perícia e entrar no apartamento sem a autorização. A Justiça considerou que o suspeito estaria atrapalhando a colheita de provas e, possivelmente, “ocultando elementos necessários ao deslinde da apuração, retornando ao apartamento mesmo durante o período em que isolado o local pela perícia criminal”.
Vizinhos contaram que o cheiro de fumaça foi percebido por volta das 8h de 31 de maio. Uma hora depois, os militares do Corpo de Bombeiros foram acionados. No entanto, às 7h57, câmeras mostraram a namorada de Lauro saindo do apartamento da sogra e indo até à garagem do residencial Monet.
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Em ato contínuo, cerca de cinco minutos após, Lauro também desce para a garagem e o casal deixa o prédio em um Uno. “Lauro, inclusive, teria sido recentemente destituído da curatela de sua genitora e, consequentemente, deixou de ter acesso e controle dos proventos percebidos pela curatelada, o que teria despertado grande contrariedade”, mencionou o desembargador ao determinar a prisão temporária de Lauro.
O Correio apurou que, em depoimento prestado no dia da autuação por fraude processual, Lauro contou à polícia que, no momento do incêndio, estava em outra região em busca de uma cuidadora para prestar serviços à mãe. Mas, essa não foi a única versão dele. “Lauro apresentou informações contraditórias sobre o que estaria fazendo após sair da residência, o que confirmaria sua intenção de desviar o curso da apuração. Destaca-se que os fatos são graves, haja vista que o crime tem como vítima uma mulher idosa de 94 anos que se encontrava acamada, portanto, vulnerável, bem como são contemporâneos”, completou o magistrado.
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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