03 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Ciência e Tecnologia - 07/09/2025

Europa inaugura potente supercomputador para tentar contornar atraso na corrida pela IA

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Confira mais detalhes logo abaixo!

A Europa deu um passo decisivo na corrida global pela inteligência artificial e pela ciência de ponta. Nesta sexta-feira, 5, a Alemanha inaugurou o Jupiter, o supercomputador mais poderoso do continente, uma máquina que promete mudar o futuro da pesquisa e da tecnologia ao oferecer uma capacidade de processamento equivalente à de um milhão de smartphones trabalhando ao mesmo tempo.

 

Instalado no Centro de Supercomputação de Jülich, no oeste alemão, Jupiter é o primeiro supercomputador europeu de exaescala, capaz de realizar ao menos um quintilhão de cálculos por segundo — um feito que o coloca entre as maiores conquistas tecnológicas do século. Espalhado por 3.600 metros quadrados, metade de um campo de futebol, o sistema é movido por 24 mil chips da Nvidia, considerados indispensáveis para o avanço da inteligência artificial.

 

O investimento para erguer essa joia tecnológica ultrapassa os 500 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões), financiados pela União Europeia e pela Alemanha, com a promessa de devolver em inovação o que consumiu em recursos. Seu imenso poder de computação ficará disponível não apenas para pesquisadores, mas também para empresas que buscam treinar modelos de IA de última geração.


Veja também

 

Trump diz que caças da Venezuela podem ser abatidos se colocarem em risco navios de guerra dos EUA
Filme sobre Gaza é aplaudido por 23 minutos em Veneza com gritos de 'Palestina livre'

 

 

A inauguração do Jupiter simboliza a resposta europeia ao atraso em relação aos Estados Unidos e à China no campo da IA. Em 2024, apenas três modelos notáveis de inteligência artificial nasceram na Europa, contra 15 na China e 40 nos EUA, segundo a Universidade de Stanford. Agora, com a maior máquina de IA do continente, especialistas acreditam que a Europa pode voltar a competir em pé de igualdade. “Quanto maior o supercomputador, melhor o modelo desenvolvido”, resumiu o pesquisador José María Cela, de Barcelona.

 

Mas o impacto do Jupiter vai além da corrida tecnológica. Ele poderá revolucionar previsões climáticas, permitindo simulações que antecipem eventos extremos com décadas de antecedência, além de apoiar pesquisas cruciais sobre o funcionamento do cérebro humano e o combate a doenças como o Alzheimer. Também será decisivo na transição energética, auxiliando no desenvolvimento de turbinas eólicas mais eficientes e outras soluções sustentáveis.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O poder, no entanto, vem com um custo: o sistema consome cerca de 11 megawatts de energia, o equivalente ao gasto de milhares de residências. Ainda assim, sua engenharia avançada permite reduzir impactos, reutilizando o calor gerado para aquecer prédios próximos.

 

Com Jupiter, a Europa não apenas se reposiciona na disputa pela inteligência artificial — ela lança um sinal claro de que ciência, tecnologia e soberania digital são prioridades inegociáveis. O supercomputador entra para a lista das máquinas mais potentes do mundo, ao lado de gigantes americanos como El Capitan, Frontier e Aurora, além de rivais chineses cujos números permanecem em sigilo.


Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

O futuro da IA, do clima e até da saúde pode, a partir de agora, ser redesenhado dentro de um edifício alemão onde milhares de processadores trabalham sem descanso. Jupiter não é apenas um supercomputador. É o símbolo de uma Europa que não aceita mais ficar para trás.


Fonte: com informações do IstoÉ

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.