Confira mais detalhes logo abaixo!
A Europa deu um passo decisivo na corrida global pela inteligência artificial e pela ciência de ponta. Nesta sexta-feira, 5, a Alemanha inaugurou o Jupiter, o supercomputador mais poderoso do continente, uma máquina que promete mudar o futuro da pesquisa e da tecnologia ao oferecer uma capacidade de processamento equivalente à de um milhão de smartphones trabalhando ao mesmo tempo.
Instalado no Centro de Supercomputação de Jülich, no oeste alemão, Jupiter é o primeiro supercomputador europeu de exaescala, capaz de realizar ao menos um quintilhão de cálculos por segundo — um feito que o coloca entre as maiores conquistas tecnológicas do século. Espalhado por 3.600 metros quadrados, metade de um campo de futebol, o sistema é movido por 24 mil chips da Nvidia, considerados indispensáveis para o avanço da inteligência artificial.
O investimento para erguer essa joia tecnológica ultrapassa os 500 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões), financiados pela União Europeia e pela Alemanha, com a promessa de devolver em inovação o que consumiu em recursos. Seu imenso poder de computação ficará disponível não apenas para pesquisadores, mas também para empresas que buscam treinar modelos de IA de última geração.
Veja também


A inauguração do Jupiter simboliza a resposta europeia ao atraso em relação aos Estados Unidos e à China no campo da IA. Em 2024, apenas três modelos notáveis de inteligência artificial nasceram na Europa, contra 15 na China e 40 nos EUA, segundo a Universidade de Stanford. Agora, com a maior máquina de IA do continente, especialistas acreditam que a Europa pode voltar a competir em pé de igualdade. “Quanto maior o supercomputador, melhor o modelo desenvolvido”, resumiu o pesquisador José María Cela, de Barcelona.
Mas o impacto do Jupiter vai além da corrida tecnológica. Ele poderá revolucionar previsões climáticas, permitindo simulações que antecipem eventos extremos com décadas de antecedência, além de apoiar pesquisas cruciais sobre o funcionamento do cérebro humano e o combate a doenças como o Alzheimer. Também será decisivo na transição energética, auxiliando no desenvolvimento de turbinas eólicas mais eficientes e outras soluções sustentáveis.

Fotos: Reprodução/Google
O poder, no entanto, vem com um custo: o sistema consome cerca de 11 megawatts de energia, o equivalente ao gasto de milhares de residências. Ainda assim, sua engenharia avançada permite reduzir impactos, reutilizando o calor gerado para aquecer prédios próximos.
Com Jupiter, a Europa não apenas se reposiciona na disputa pela inteligência artificial — ela lança um sinal claro de que ciência, tecnologia e soberania digital são prioridades inegociáveis. O supercomputador entra para a lista das máquinas mais potentes do mundo, ao lado de gigantes americanos como El Capitan, Frontier e Aurora, além de rivais chineses cujos números permanecem em sigilo.
O futuro da IA, do clima e até da saúde pode, a partir de agora, ser redesenhado dentro de um edifício alemão onde milhares de processadores trabalham sem descanso. Jupiter não é apenas um supercomputador. É o símbolo de uma Europa que não aceita mais ficar para trás.
Fonte: com informações do IstoÉ
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.