Os dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram um crescimento significativo da população idosa no Brasil
O etarismo, também conhecido como ageísmo, é uma forma de discriminação baseada na idade, que afeta principalmente a população idosa. No Brasil, essa realidade preocupa cada vez mais, sobretudo entre as mulheres. De acordo com um levantamento recente, cerca de 16,8% das pessoas com mais de 50 anos já sofreram preconceito etário, sendo as mulheres as principais vítimas dessa exclusão social e profissional.
Os dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram um crescimento significativo da população idosa no Brasil. O número de pessoas com 65 anos ou mais aumentou 57,4% em apenas 12 anos, passando de 14.081.477 em 2010 para 22.169.101 em 2022.
As regiões Sul e Sudeste apresentaram os maiores índices de envelhecimento populacional. No Rio Grande do Sul, por exemplo, há 115 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. Já no Rio de Janeiro, essa razão é de 105,9 idosos para cada 100 crianças, indicando um avanço expressivo no envelhecimento da população.
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Mulheres São Mais Afetadas pelo Etarismo
Os dados do Censo 2022 mostram que as mulheres representam 51,5% da população brasileira, totalizando 104.548.325 pessoas, enquanto os homens correspondem a 48,5%, com 98.532.431 indivíduos. Essa predominância feminina se torna ainda mais evidente nas faixas etárias mais altas, já que as mulheres possuem uma expectativa de vida maior.
Entretanto, o crescimento dessa população idosa feminina está diretamente relacionado ao aumento do etarismo, especialmente no mercado de trabalho. Um estudo realizado pela comunidade Maturi, em parceria com a Noz Pesquisa e Inteligência, revelou que mais da metade dos entrevistados perderam seus empregos durante a pandemia. Desses, 67% atribuíram essa perda ao preconceito de idade.
O impacto do etarismo entre as mulheres também se reflete na autoestima e no comportamento social. A pesquisa apontou que 96% das mulheres entrevistadas deixariam de usar algo por causa do envelhecimento, enquanto apenas 9% dos homens compartilhavam dessa opinião. Isso demonstra que a pressão estética e social sobre as mulheres mais velhas é significativamente maior do que sobre os homens.
Regiões com Maior Incidência de Etarismo

Fotos: Reprodução/Google
Os estados com maior índice de envelhecimento, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, tendem a registrar maior incidência de etarismo. Com uma população idosa crescente, esses estados enfrentam desafios tanto na inclusão de idosos no mercado de trabalho quanto na mudança de percepções sociais sobre o envelhecimento.
A discriminação etária não apenas limita oportunidades profissionais, mas também afeta a saúde mental e a qualidade de vida da população idosa. Especialistas alertam que é fundamental criar políticas públicas e ações educativas para combater o preconceito etário, garantindo mais dignidade e respeito para os idosos, especialmente para as mulheres, que são as mais impactadas por essa realidade.
O etarismo no Brasil é um problema crescente, que impacta diretamente a vida de milhões de idosos, especialmente mulheres. O aumento da população idosa, combinado com as dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho e na sociedade, reforça a necessidade de mudanças culturais e estruturais.
Combater essa forma de preconceito significa garantir mais igualdade, respeito e oportunidades para todas as gerações, promovendo uma sociedade que valorize a experiência e a contribuição dos mais velhos, em vez de descartá-los.
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