conceito de ?degrau quebrado? refere-se à barreira que impede que as mulheres avancem para posições de liderança
O etarismo, ou discriminação por idade, é uma realidade que afeta profissionais em diferentes fases da carreira. Embora frequentemente associado a trabalhadores mais velhos, esse preconceito também impacta significativamente mulheres jovens no início de suas trajetórias profissionais.
De acordo com a 10ª edição do relatório “Women in the Workplace”, elaborado pela McKinsey & Company em parceria com a Lean In, quase 50% das mulheres com menos de 30 anos afirmam que a idade já impactou negativamente suas carreiras. Em contraste, apenas 35% dos homens na mesma faixa etária relatam a mesma experiência. Entre profissionais mais velhos, as taxas de etarismo são similares entre mulheres (38%) e homens (37%). Esses dados indicam uma disparidade mais acentuada entre os profissionais mais jovens.
O conceito de “degrau quebrado” refere-se à barreira que impede que as mulheres avancem para posições de liderança. Segundo o relatório, para cada 100 homens promovidos ao nível de gerência, apenas 81 mulheres alcançam o mesmo patamar. Isso ocorre, em parte, porque homens tendem a ser promovidos com base em seu potencial, enquanto mulheres são promovidas com base em realizações comprovadas.
Veja também

Mulheres na Tecnologia: A Revolução Liderada por Luo Fuli da DeepSeek
Papa Francisco: Precisamos de mais mulheres líderes para um mundo mais pacífico

Apesar das barreiras, as mulheres jovens demonstram alta ambição: 8 em cada 10 estão em busca de uma promoção. No entanto, 42% das mulheres com menos de 30 anos acreditam que seu gênero dificultará seu avanço profissional, em comparação com 21% das profissionais acima de 40 anos. Apenas 11% dos homens mais jovens e 23% dos mais velhos compartilham dessa percepção.
Desafios para Mulheres Maduras

Fotos: Reprodução/Google
As mulheres mais velhas enfrentam desafios distintos no mercado de trabalho. O climatério, fase de transição para a menopausa, coincide com o período em que muitas estão assumindo cargos de liderança. Sintomas como cansaço e depressão podem afetar o desempenho profissional, e a falta de informação sobre essas mudanças fisiológicas contribui para o constrangimento e a insegurança no ambiente de trabalho.
Para enfrentar o etarismo, é fundamental destacar as experiências de mulheres jovens no trabalho, interromper microagressões no momento em que ocorrem e defender as profissionais em cada etapa do ciclo corporativo. Falar abertamente sobre os desafios ajuda a reverter narrativas negativas e promove um ambiente mais inclusivo.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
O etarismo é uma barreira significativa para mulheres em diferentes fases da carreira. Reconhecer e abordar esse preconceito é essencial para promover a equidade de gênero no ambiente de trabalho e garantir que talentos femininos sejam valorizados independentemente da idade.
Portal Mulher Amazônica
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.