30 de Abril de 2026

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Educação - 17/11/2025

Estudantes da rede pública estadual do Amazonas participam da COP30

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Foto: Eduardo Cavalcante | Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Prêmio nacional em Educação garantiu a participação das estudantes da terceira série do Ensino Médio na COP30

Alunas do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), localizado no Centro de Manaus, embarcaram, nesta segunda-feira, 17/11, com destino a Belém, onde contribuirão com as discussões que definirão o futuro do planeta. O projeto “O diálogo com a natureza: povos indígenas e a sustentabilidade”, desenvolvido por estudantes da terceira série do Ensino Médio, foi vencedor, entre 1,5 mil projetos de todo o Brasil, do "Prêmio Criativos da Escola + Natureza". Promovido pelo Instituto Alana, o prêmio garante a participação das alunas na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), entre os dias 17 e 21 de novembro.

 

O projeto, que está em seu terceiro ano de execução na escola, envolve alunos do Ensino Médio em pesquisas teóricas e de campo sobre etnias indígenas que vivem na Amazônia, tendo como premissa a valorização dos saberes dos povos indígenas da região como resposta aos desafios ambientais agravados pela crise climática. Por meio do diálogo com pertencentes das etnias e lideranças indígenas, os estudantes obtêm uma melhor compreensão da sabedoria ancestral para a elaboração de soluções práticas e sustentáveis para o meio ambiente.

 

A partir de visitas ao Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, localizado Centro de Manaus, estudantes e professores perceberam que poderiam aprender sobre preservação com os povos que há anos vivem em harmonia com a floresta, tirando dela o essencial para sua sobrevivência, sem degradá-la. Além das pesquisas, o projeto também implementou na escola os “Jogos indígenas”, envolvendo o corpo estudantil em uma imersão cultural dos povos originários.

 

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“Nós temos essa oportunidade de apresentar para pessoas do mundo inteiro a nossa realidade, a nossa cultura, a nossa ancestralidade, e também tentar respostas para o que nós vivemos”, destacou a professora Márcia Gomes, coordenadora do projeto. A aluna Jhulie Haddad, 17, da 3ª série do Ensino Médio, é uma das representantes da unidade de ensino na COP30. A estudante conta que, por meio do projeto, passou a ter uma nova percepção sobre as culturas indígenas, a sustentabilidade e o respeito à Amazônia, e destaca as reuniões e os treinamentos com a equipe do Instituto Alana como uma etapa essencial para a participação na Conferência. “Como vamos para a COP, nós estudamos, temos reuniões com o instituto Alana e o Criativos da Escola para, justamente, nos prepararmos para estar lá e isso é muito legal porque nós temos trocas culturais nessas reuniões”, contou a aluna.

 

Discutir o futuro com o olhar dos jovens

 

Fotos: Eduardo Cavalcante | Euzivaldo Queiroz / Secretaria de

Estado de Educação e Desporto Escolar

 

Além da participação dos estudantes do Instituto de Educação do Amazonas, outros estudantes da rede estadual de ensino também compartilharão suas ideias nas discussões sobre o futuro do planeta na COP30. Durante a passagem pela 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), em outubro de 2025, 12 estudantes de seis municípios do estado participaram da elaboração da “Carta de Compromisso das Crianças e Jovens pelo Futuro do Planeta”, e da “Carta Musical Raiz que Floresce”, que serão entregues pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos demais chefes de estado presentes na conferência.

 
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Os documentos foram elaborados pelos jovens delegados inspirados na lenda guarani Terra sem Males, uma narrativa ancestral que expressa o desejo por uma sociedade mais justa, solidária e sustentável. As cartas contêm os compromissos construídos coletivamente durante a conferência, entre eles o entendimento de que não existem problemas ambientais, apenas sintomas ambientais dos problemas causados pelos seres humanos, e o comprometimento com o apoio à luta e resistência de povos indígenas, comunidades quilombolas, agricultores familiares para a transformação social e ambiental por meio de suas tecnologias ancestrais. Muito mais que o engajamento em prol da transformação de um futuro que começa agora, a participação dos estudantes na Conferência ressalta o compromisso com uma educação ambiental que contribui para a justiça climática a partir de discussões realizadas no ambiente escolar.
 

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