Emocionada, Janja agradeceu apoio de Lula ao inserir ações de combate ao feminicídio em prioridade do governo. Presidentes dos Três Poderes se reuniram no Planalto no lançamento nesta quarta-feira (4)
Um discurso emocionado da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja marcou a abertura do evento realizado na quarta-feira, 4, no Palácio do Planalto para celebrar um pacto entre os Três Poderes para combater o feminicídio. Ao falar de uma história de violência, Janja se emocionou e disse que “estamos cansadas, estamos exaustas”, e classificou o registro de casos cada vez mais frequentes de agressões e mortes de mulheres como “inaceitável”.
O Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio reúne Executivo, Judiciário e Legislativo no combate à violência, e inclui um comitê com representantes dos poderes para discutir ações prioritárias para enfrentar o problema, como explicou a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman. “Hoje é um dia para entrar na história”, destacou a ministra, ao ressaltar a importância do cuidado do governo com meninas e mulheres de todo o Brasil.
Os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) fizeram discursos contundentes destacando ações e a importância de defender a vida de mulheres, e a união de forças entre poderes que por muitas vezes não andavam tão juntos. Davi Alcolumbre, inclusive, fez questão de negar e desmentir crise entre as instituições, ao falar que elas precisam estar unidas.
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O presidente Lula fez questão de destacar, no discurso durante o lançamento do pacto contra o femincídio, os números que retratam a questão que aflige hoje milhões de mulheres. “A cada dia, quatro mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. Significa que a cada seis horas uma mulher é assassinada pelo simples fato de ser mulher”, disse o presidente.
Lula citou uma pesquisa feita pelo Senado Federal, que apontou que 27% das mulheres brasileiras declararam ter sofrido algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025, e lembrou nomes de algumas vítimas da violência que foram impedidas de viver. “Tantas Tainaras, Fernandas, Catarinas, Ritas, Marias, Alanes, Laíses…Mulheres impedidas de viver, pelo simples fato de serem mulheres.De dizerem não a um relacionamento”, lembrou Lula.
Fonte: com informações ND+
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