Governo norte-americano anunciou a redução das taxas de importação sobre aproximadamente 200 produtos alimentícios. Taxa sobre exportações brasileiras caiu de 50% para 40%.
Os Estados Unidos anunciaram, na noite de sexta-feira, 14, a redução das tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, derrubando de 50% para 40% as taxas aplicadas ao Brasil. O governo brasileiro comemorou o gesto, mas setores industriais e exportadores afirmam que a medida ainda deixa o país em desvantagem frente a concorrentes que já conquistaram tarifas zeradas.
A redução atinge produtos como café, carne bovina, frutas tropicais, cacau e sucos — todos de grande relevância para o agronegócio brasileiro. Embora o anúncio alivie parte da pressão, produtos estratégicos, como café e carne, permanecem com tarifas altas, enquanto Colômbia, Etiópia e outros países avançaram em acordos bilaterais que os colocam em posição privilegiada no mercado norte-americano.
Entidades como Cecafé e CNI alertam que a redução parcial não resolve o problema central. O Brasil segue com 76 produtos agrícolas sujeitos a 40% de tarifa, enquanto apenas quatro foram totalmente liberados. Exportadores afirmam que, sem negociação acelerada, o país continuará perdendo competitividade em um mercado que movimenta bilhões de dólares por ano.
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Foto: Reprodução/Google
Alguns setores, porém, reagiram com mais otimismo. A indústria de carnes vê a medida como uma “boa sinalização”, já que os EUA são o segundo maior destino da carne bovina brasileira. Já o setor de frutas critica a exclusão da uva — segunda fruta mais exportada pelo Brasil para os EUA —, o que deve aprofundar uma queda já significativa nas vendas.
Nos bastidores, o governo brasileiro atribui o avanço às recentes reuniões entre Lula e Trump e ao diálogo entre o chanceler Mauro Vieira e autoridades americanas. Apesar disso, Trump justificou a redução das tarifas dizendo que os preços de alimentos como café e carne subiram fortemente nos EUA e que a medida ajudaria a controlar os custos internos.
O Brasil pretende seguir pressionando por mais cortes, enquanto Trump indica que novas reduções são improváveis. Hoje, somente 26% das exportações brasileiras aos EUA estão livres de tarifas extras. As negociações continuam, e Brasília agora busca transformar esse avanço parcial em uma abertura mais ampla para recuperar competitividade no maior mercado consumidor do mundo.
Fonte: com informações do g1
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